A Prefeitura de Franca pretende implantar mudanças no transporte de turismo da cidade. A ideia é concentrar as saídas e chegadas dos ônibus no Terminal Rodoviário, onde existem sete baias destinadas exclusivamente ao turismo. Com isso, empresas seriam proibidas de realizar embarques e desembarques em postos de combustíveis, como acontece hoje. A proposta foi apresentada em reunião na tarde de ontem, na sede da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), a mais de 30 representantes de empresas de turismo. Os proprietários afirmam que a nova medida pode prejudicar os negócios e diminuir o número de clientes em até 50%.
Uma comissão de estudo foi montada, mediada pelo presidente da Emdef, João Marcos Rodrigues. Também participaram o secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, e representantes da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e da Polícia Militar. “Ouvimos algumas sugestões, as quais serão todas ponderadas e analisadas, para que sejam colocadas em uma normatização. Futuramente estará estabelecida uma regulamentação para que os ônibus de turismo de Franca se utilizem do terminal rodoviário”, disse Rodrigues. O prefeito Sidnei Rocha deverá analisar e regulamentar a decisão, mas ainda não há um prazo definido.
De acordo com Buranelli, centralizar os embarques e desembarques aumenta a segurança dos viajantes e das empresas. “Se você concentra a saída de um determinado lugar e tem controle disso, a possibilidade de um assalto em meio a um grupo é mais complicado para o assaltante.”
Outro assunto discutido foi a taxa que será cobrada das empresas para o uso do terminal rodoviário. Rodrigues não revelou valores. “Nós já temos ideia de base, mas nada que seja exorbitante, nada que venha a criar dificuldades às empresas.”
CONTRA
Os representantes das empresas demonstraram não concordar com a proposta feita pela Prefeitura. Muitos fizeram vários questionamentos. Luís Gonzaga Pires, 57, dono da Xagontur, propôs novas discussões. “A estrutura da rodoviária não tem como comportar o turismo, hoje, em Franca. Segundo ponto é que isso vai desestimular o turismo.” Segundo o empresário, que tem três ônibus e uma média de mil clientes por mês, a redução poderia ser em até 30% em suas viagens.
Edson Rogério, 41, sócio-proprietário da Bologna Turismo, reclama que a distância da rodoviária para os outros bairros pode intimidar os viajantes. Ele acredita que a maior perda será no público idoso. “Na maioria das vezes são pessoas de idade, como elas vão fazer para se locomover até a rodoviária?”, questionou.
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