Pedagoga inventou gravidez


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No fim de dezembro de 2011, a pedagoga Maria Verônica Aparecida Vieira, 25, de Taubaté, interior de São Paulo, anunciou que estava grávida de quadrigêmeas e as filhas nasceriam na segunda quinzena de janeiro. Ela foi alvo de reportagens publicadas em jornais com fotos suas sozinhas e ao lado do marido, o metalúrgico Kléber Eduardo Vieira, 37. Nas imagens, ela aparece com uma barriga tamanho “gigante”.

No domingo passado, a história começou a ganhar novos desdobramentos, após o obstetra Wilson Vieira de Souza, que atendeu Maria Verônica em 2011, afirmar que ela não estava grávida. O médico disse que analisou um ultra-som que a paciente fez no dia 30 de agosto do ano passado e o exame não apontava gravidez. Após as afirmações do médico, a “supergrávida” desapareceu.

Na tarde da última sexta-feira, o advogado dela, Enilson de Castro, revelou que a gravidez era falsa. Ele não soube explicar por que a cliente dele protagonizou a farsa. Maria Verônica chegou a apresentar a jornalistas um ultrassom falso.

Antes de Enilson de Castro assumir o caso, o advogado Marcos Antônio Leite estava defendendo a família de Maria Verônica, mas agora ele se declarou advogado apenas do marido dela, Kléber, que alega ter sido enganado pela mulher também. Kléber disse à TV Record que fez vasectomia.

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar as razões que levaram Maria Verônica a inventar a gravidez de quadrigêmeas. Ela e o marido serão interrogados e podem ser indiciados pelos crimes de falsidade ideológica e estelionato. O casal recebeu doações após as reportagens.

Maria Verônica Aparecida Vieira, começou na última sexta-feira um tratamento psiquiátrico. A procura por um médico especialista foi uma orientação do advogado Enilson Castro. Após a revelação da falsa gravidez, Verônica abandonou a barriga de silicone e tem se mantido reco-lhida. A própria defesa teme a reação de populares caso a professora esteja em público e seja reconhecida.
 

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