Os negócios de Franca com o mercado exterior cresceram no ano passado. Foram quase US$ 40 milhões a mais comercializados em produtos, se comparado com os resultados de 2010, um aumento de 18,3%. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior na semana passada. O bom desempenho da balança comercial foi puxado pelos números positivos envolvendo as exportações de couro e café.
No caso do couro, no ano passado, a cidade vendeu para outros países US$ 63,7 milhões, 22% a mais que nos 12 meses anteriores. Sozinho, o Curtume Cubatão exportou em 2011 US$ 19,5 milhões. “Estamos expandindo nossos negócios. Investindo pesado na conquista de novos mercados. Esse montante é resultado deste trabalho”, disse Ismael Naves, diretor de exportação da empresa.
Com uma produção diária de 1,5 mil peças de couro, o curtume hoje tem 60% de sua produção voltada ao mercado externo. “Fazemos negócios com a China, a Coreia do Sul e Hong Kong. E temos planos de ir mais longe.”
Há quatro anos, a empresa nem pensava em vender para outros países. “Éramos apenas uma espécie de prestadora de serviços. Depois que mudamos nosso foco, investimos e melhoramos a qualidade do nosso produto para competir no mercado mundial e nos transformamos em uma das maiores exportadoras do Estado de São Paulo. Já até recebemos prêmios por isso.”
Para Ismael, a aceitação do produto francano no mercado exterior é muito boa e o retorno financeiro é compensador. “A China é o melhor exemplo. Lá existem cerca de 350 milhões de consumidores com poder aquisitivo, ávidos por produtos de qualidade. Quem consegue penetrar naquele mercado e fazer negócio tem grandes lucros”, disse.
A quebra de safra enfrentada pela Colômbia, provocada pelo esgotamento de algumas lavouras e pelas condições climáticas desfavoráveis, fez com que o café brasileiro ganhasse mercado. Em Franca, as exportações do produto cresceram 78,8% no ano passado. Saltaram de US$ 36 milhões em 2010, para US$ 64,4 milhões. Os maiores mercados consumidores do café produzido na região são Japão, países da Europa, Estados Unidos e alguns países da América Latina.
Outro fator que contribuiu para o aumento das exportações de café em Franca foi a melhoria da qualidade do grão aqui produzido. “Ao contrário dos produtores de outros centros exportadores do País, na região de Franca, os cafeicultores estão investindo cada vez mais na produção para melhorar a qualidade dos grãos e conquistar novos mercados. Agora já começam a colher os frutos”, disse João Toledo, presidente da Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Pecuaristas) da região de Franca. Na cidade, de acordo com o IBGE, existem 346 propriedades produzindo café.
IMPORTAÇÕES
Não foram apenas as vendas de Franca para o exterior que cresceram no ano passado. As aquisições de produtos fabricados em outros países também aumentou. Saltou de US$ 35,8 milhões em 2010 para US$ 40 milhões em 2011.
A maioria dos produtos comprados está ligada aos insumos para a indústria calçadista ou curtumeira. Entre os países que mais venderam para empresas francanas estão China, Alemanha, Argentina, Itália e Uruguai.
A maior importadora da cidade foi a Amazonas que, durante todo o ano passado, comprou US$ 9,6 milhões em produtos do exterior.
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