O delegado da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Franca, Leopoldo Gomes Novais, disse que, na cidade, não existem “cracolândias” (pontos fixos para consumo coletivo de drogas). O delegado disse que os investigadores percebem que, em alguns bairros, o consumo de entorpecentes é maior. Eles citam a praça e outros locais da Vila Santa Cruz como os pontos mais críticos.
Reportagem do Comércio publicada na última sexta-feira, no entanto, denunciou o consumo de crack coletivo no antigo “piscinão”, prédio abandonado na avenida Major Nicácio, que pode ser considerado uma minicracolândia.
Segundo o delegado, a minoria dos usuários atendida na Dise é mulher e o índice de usuárias de crack grávidas é praticamente zero. Novais, que defende tratamento para o usuários de drogas, afirma que a polícia mantém operações policiais para combater o consumo e tráfico de drogas. “O ano de 2011 surpreendeu pela quantidade de entorpecentes apreendida na cidade. Foram mais de 200 quilos de drogas, incluindo o crack.”
A Polícia Militar diz que também faz trabalhos preventivos e praticamente prende pelo menos um traficante por dia. Na prevenção, os policiais apoiam as equipes do programa Busca Ativa, da Prefeitura, que atende moradores de rua, dão palestras educativas e mantêm o Proerd (Programa de Repressão e Resistência ao Uso de Drogas), desenvolvido nas escolas.
“Não podemos fazer a repressão porque não há lei que nos permita apreender um usuário de drogas, considerado um doente que precisa ser tratado”, diz a Major Silvana Sozza, subcomandante do 15º Batalhão.
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