Uma pequena parte de mim repousa na serenidade de quem não pede nada em troca e ao despertar de um sono tranqüilo dispõe de vida, energia que aflora. Balbucia e brilha como um pirilampo, aponta um sorriso que faz música até para os ouvidos mais insensíveis, ensaia alguns passos em direção a novas descobertas, desafia-se, permite-se crescer, suspira profundo sobre o efeito de um encantamento, emociona com muito mais facilidade. Esta parte de mim tem nome e idade; eu a chamo Eduardo há seis meses. Agora me pergunto: aonde foi parar a outra parte que um dia esteve bem aqui?
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