Pós-chuva vira dia de faxina em áreas castigadas pela enxurrada


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CADÊ O ASFALTO? - Homens trabalham na recuperação de uma galeria pluvial rompida pela força da água na rua Santa Catarina
CADÊ O ASFALTO? - Homens trabalham na recuperação de uma galeria pluvial rompida pela força da água na rua Santa Catarina

Depois do temporal que deixou duas das principais vias de Franca submersas na tarde de quarta-feira, o dia de ontem foi de limpeza na cidade. Equipes da Prefeitura foram para as ruas trabalhar no reparo dos pontos atingidos e na retirada de lama e entulhos. A manhã também foi de faxina em muitos imóveis que foram alagados, no Fórum, no Uni-Facef, na Câmara Municipal e nos estacionamentos de veículos da avenida Hélio Palermo. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), choveu na quarta-feira 20,6 milímetros.

Na residência do casal Maria Aparecida Ferreira Silva, 77, e Mário de Andrade, 82, no Parque Santa Adélia, a água invadiu todos os cômodos após o muro que faz divisa com um terreno baldio cair. Móveis, roupas e tapetes ficaram molhados. Mário, que é técnico em eletrônica aposentado e artista plástico, também contabilizou a perda de cerca de 40 quadros que estavam no chão. “A água chegou praticamente no nosso joelho, ficamos até de madrugada limpando a casa. Sorte que temos amigos, vizinhos e parentes que ajudaram”, disse a dona de casa.

Ontem, o casal aproveitou o sol para secar alguns pertencentes e temia a ocorrência de um novo temporal. “A gente mal conseguiu dormir e estamos com medo de uma nova chuva. Não temos para onde ir e o resto do muro pode cair.”

Segundo o vice-presidente da Defesa Civil do município, tenente Sérgio Buranelli, houve a queda de cinco muros de arrimo, interdição de duas casas, além de quatro pontos de alagamento. As situações mais críticas foram nas avenidas Dr. Ismael Alonso y Alonso, Dr. Antônio Barbosa Filho e Hélio Palermo, seguidas das avenidas Orlando Dompieri, Joaquim Firmino e Paulino Pucci.

Para a Defesa Civil Estadual, a chuva que caiu em Franca na quarta-feira foi considerada de intensidade moderada a forte, porém não registrou pessoas feridas, desabrigadas, desalojadas ou mortas.

Na rua Santa Catarina, no Bairro Santo Agostinho, o asfalto cedeu em frente à casa da assistente social Maria José dos Santos Miranda e impossibilitou que sua família utilizasse a garagem. Os veículos tiveram que ficar na rua durante a noite. Ontem, funcionários da Sabesp e da secretaria de Serviços trabalharam na recuperação do local, que teve as galerias de águas pluviais danificadas. O serviço continua nesta sexta-feira. Problemas semelhantes também ocorreram na avenida Alonso y Alonso e na rua Jorge Chead, onde segundo a secretaria de Serviços, o trânsito está interditado.

Por e-mail, a secretaria de Serviços informou que aproximadamente cem homens trabalham na limpeza geral, na recuperação de danos no canal e na assistência de residências com problemas. Até o fim da tarde, a secretaria não tinha o levantamento da quantidade de lixo e lama retirados das ruas.
 

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