Preço do material escolar em Franca varia até 156%


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Compras - Pais e filhos escolhem o material que os estudantes vão levar às aulas a partir de fevereiro. Pesquisa em papelarias revela diferença de até 156% nos preços
Compras - Pais e filhos escolhem o material que os estudantes vão levar às aulas a partir de fevereiro. Pesquisa em papelarias revela diferença de até 156% nos preços

O preço do material escolar em Franca tem variação de até 156%, segundo pesquisa feita pela reportagem do Comércio em papelarias da cidade. O item que apresentou maior diferença no valor foi o estojo de zíper com três repartições. Na livraria em que sai mais em conta, o material é vendido a R$ 5,28, mas em outra papelaria, o preço chega a R$ 13,50 - uma diferença de mais de duas vezes e meia. Completam a lista dos materiais com valores mais discrepantes o lápis preto, pincel atômico, borracha e apontador com depósito.

A cotação de preços foi feita na última terça-feira com uma lista do 2º ano do ensino fundamental de uma escola particular, contendo 20 itens. Cinco papelarias foram convidadas e aceitaram ser consultadas - a Livraria e Papelaria Contador, a Priscila Papelaria, a Krepon Papelaria e a Livraria e Papelaria Mendonça. Como nem todas possuíam produtos da mesma marca, em alguns itens foram considerados os de menor valor.

A maior variação, de 156%, ficou para o estojo de zíper com três repartições, seguida do pincel atômico ou caneta futura com 142% e do lápis preto com 128%. O preço da borracha apresentou 95% de diferença e o apontador com depósito 90%. Os itens que apresentaram menor diferença no preço são o pacote com 100 folhas de sulfite (18%), o pote de tinta nanquim (22%), a caixa de lápis de cor (23%) e a caixa de giz de cera (25%).

A diferença do valor total da compra dos 20 itens pesquisados chegou a 41%, com preço mínimo de R$ 63,52 e máximo de R$ 89,90 (veja quadro nesta página). Para Marília de Castro Figueiredo, sócia-gerente da Krepon Papelaria, essa diferença também aparece dentro da própria loja. “Há muita variedade de marcas e preços. A única coisa que o pai deveria levar em conta é que está comprando um material educativo para o filho usar durante um ano e a escolha deve ser feita pensando na qualidade e não só no preço”, disse.

REAPROVEITAMENTO
A comerciante Sandra Maria Magalhães saiu às compras na tarde da última terça-feira com os filhos Ruan, 8, e Juliana, 15, a tiracolo. Estudantes da escola particular Pestalozzi, a menina que cursará o 2º ano do ensino médio escolheu um caderno com a capa “fashion e personalizada”. Já o garoto, apaixonado por carros, optou pelo caderno com um Camaro na capa. “Essa empolgação na hora de comprar podia ser a mesma o ano todo para estudar”, disse a mãe, que pretende reaproveitar materiais do ano passado para economizar.

É o que vai fazer também a assistente social Cláudia Regina Mota Martinez, mãe de Saulo, 10, e de João Luís, de 6, que também estudam no Pestalozzi. “Eles vão usar a mesma mochila, tesoura e estojo. Como gostam da escola e me dão um retorno bom, deixei eles escolherem os cadernos”, disse.

A compra dos materiais ficou em quase R$ 200, mas o pagamento à vista garantiu um desconto de 15% e Cláudia desembolsou R$ 165. Saulo preferiu o tema do jogo de videogame God of War, enquanto João Luís escolheu as capas com os desenhos animados Phineas and Ferb e Transformers.


 

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