São Paulo, 19 de Janeiro de 1982. Em um apartamento da rua Melo, nos Jardins, em São Paulo, estava o corpo de Elis Regina, estático, resultado de uma overdose de álcool e cocaína. Em quase duas décadas de carreira, a ‘maior cantora do Brasil’, como era chamada, causou comoção nacional com sua morte e ficou eternamente marcada no cenário da música popular brasileira. Ao todo, Elis gravou 27 discos (14 compactos e seis duplos) e vendeu, emquanto viva, 4 milhões de cópias de seus álbuns.
Depois de Elis, o Brasil não conheceu voz, trejeitos e tampouco personalidade semelhantes à da Pimentinha (apelido de Elis pelo seu gênio forte). Corajosa e insegura na mesma medida, a lembrança de Elis se eterniza em suas próprias palavras: "Se ser geniosa, exigente e não gostar de ser passada para trás é ser mau caráter, então eu sou.". Ou: "Sempre vou viver como kamikaze. Isso me faz ficar de pé.".
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