Paraná é reeleito presidente em meio a muita confusão e agressões


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AGRESSÃO - Sindicalista tenta impedir fotógrafo do ‘Comércio’ (à direita) de registrar apuração
AGRESSÃO - Sindicalista tenta impedir fotógrafo do ‘Comércio’ (à direita) de registrar apuração

A eleição da nova diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Franca terminou ontem à noite sob muita confusão. José Nhozinho Sales Ramos, o Paraná, foi reeleito para a presidência da entidade com 502 votos contra 188 conquistados pela chapa opositora, encabeçada por Luiz Fernando Nascimento. Quatro votos em branco e dois nulos também foram contabilizados. Antes do resultado final, porém, muita confusão foi registrada.

A eleição durou três dias, de segunda a quarta-feira, e a tensão começou ainda no primeiro dia, quando um sindicalista usando uma camiseta da Fupesp (Federação dos Funcionários Públicos Municipais do Estado de São Paulo) foi flagrado deixando a sede do Sindicato com sangue no nariz e um hematoma no rosto. No momento da apuração, no início da noite de ontem, mais confusão. Edmundo Roberto Santos, membro da chapa 2 que perdeu a eleição, acusou os concorrentes de terem fraudado as cédulas, já que, segundo ele, as assinaturas dos mesários não batiam com as apresentadas nos votos.

Neste instante, um homem vestido com camiseta da Fupesp partiu em sua direção. O fotógrafo Wilker Maia, do Comércio, teve seu equipamento atingido pelo sindicalista que tentava evitar o registro da confusão. “Ele deu um tapa na máquina e passou a gritar comigo e outros jornalistas que faziam a cobertura da eleição”, disse Maia. O clima só se acalmou com a chegada da Polícia Militar, cerca de 20 minutos depois.

Os integrantes da chapa 2 deixaram o plenário antes do fim da contagem, sob escolta policial. Segundo o advogado dos opositores, Tiago Alves Siqueira, os cerca de 240 integrantes da Federação que vieram a Franca acompanhar a votação inibiram servidores. “Estamos deixando o plenário, pois não concordamos com o que está acontecendo. Houve agressão física e não pudemos verificar as assinaturas nas cédulas. Vamos pedir na Justiça a anulação e tentar um novo pleito.”

O presidente reeleito não acredita que a Justiça vá cancelar o processo eleitoral. “Não houve fraude e os servidores estão do nosso lado. Vamos concluir a sede própria esse ano e estamos empenhados em continuar trabalhando. Nossa luta agora é por um conjunto habitacional para os servidores públicos e pelo plano de carreira municipal”, disse Paraná.

José Antônio Castro, presidente da comissão eleitoral, também não acredita em um novo pleito. Segundo ele, todas as exigências judiciais foram cumpridas, inclusive a que garantiu o direito de representantes da chapa 2 acompanharem de perto todo o processo eleitoral.

Esta foi a segunda vez que os servidores votaram em cerca de um mês. Em dezembro, a eleição realizada não atingiu o número mínimo de votos necessários e o pleito desta semana foi convocado.

O Comércio da Franca, que teve um de seus funcionários atacados ontem, vai formalizar denúncia. “Acionamos o departamento jurídico da empresa para que seja prestada, ainda nesta quinta-feira, uma queixa contra o agressor”, afirmou a editora-chefe Joelma Ospedal.

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