No segundo dia de negociações entre o Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca) e o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Calçados do Município de Franca, a discussão girou em torno do percentual de reajuste a que a categoria terá direito neste ano.
O sindicato dos trabalhadores quer aumento real mais reposição das perdas salariais. Os líderes empresariais ofereceram a reposição inflacionária, com um reajuste de 6,8%. “Esse índice é muito pequeno. Dissemos que não vamos aceitar, que é possível melhorar esta oferta. Queremos aumento real”, disse Fábio Cândido, presidente do sindicato dos trabalhadores.
Além do percentual de reajuste, o valor do piso salarial da categoria também foi tema de debate. “Atualmente nosso piso salarial é um dos mais baixos da cidade. São R$ 671, pouco acima do atual salário mínimo vigente no país. É uma vergonha para a categoria. Queremos um piso mais forte, próximo dos R$ 900.”
Os trabalhadores ainda pedem ticket alimentação de 30% do salário base, participação nos lucros da empresa equivalente a 150 horas trabalhadas, horas extras variando entre 100% e 200%, reajuste de 100% no auxílio escolar, que hoje é de R$ 173, manutenção do seguro de vida e benefícios às gestantes.
A próxima rodada de negociações será no dia 25.
O presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão, foi procurado na tarde de ontem, mas ele não atendeu ao telefonema. Brigagão participava da Couromoda, em São Paulo.
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