Dois cachorros morreram e um está doente no Residencial São Domingos, com suspeita de envenenamento. Os sintomas, como boca espumando e fraqueza, surgiram há três dias, quando o primeiro cachorro morreu. Eles são vira-latas e viviam na rua Nair Ferreira Pereira, onde eram cuidados pelos moradores. Consternados com a morte do animal, eles chamaram a Polícia Militar na manhã de ontem. O caso foi registrado no 5º Distrito Policial. “Temos que investigar porque pode ter havido crime contra o meio ambiente, crueldade contra os animais”, explicou o delegado Hélder Rodrigues, responsável pela área. O crime pode render de multa a detenção.
Segundo o pastor evangélico Maurício Oliveira, morador no bairro, o primeiro cão morreu na última segunda-feira e, em seguida, os outros dois começaram a demonstrar fraqueza e a espumar. A segunda morte aconteceu na manhã de ontem. “O que ainda está vivo está com a boca espumando, com sintomas de envenenamento. É uma coisa cruel, desumana, que as pessoas estão fazendo aqui nessa região.” Foi o pastor que acionou a Polícia Militar e foi orientado a registrar um boletim de ocorrência.
Segundo Oliveira, “Grandão”, “Neguinho” e “Bob”, como os três cães eram chamados pela comunidade, faziam parte do dia a dia dos moradores, principalmente das crianças. “Já eram praticamente da família, porque já faz mais de três anos que esses cachorros estão com a gente”, disse o pastor, que alimentava os animais.
O pastor suspeita de vizinhos, porém não tem provas. Disse à reportagem que já havia escutado reclamações em relação e espera que os responsáveis sejam punidos.
CRUELDADE
De acordo com Aleni Papacídero, fundadora do grupo Cão Que Mia - que cuida de cães e gatos abandonados -, periodicamente ela recebe denúncias de envenenamento de animais. “Isso está se tornando uma forma frequente de crueldade”, completou.
Segundo a voluntária, sua luta principal é para que seja instalada em Franca a Delegacia de Proteção aos Animais. “É a única forma de tentar punir os culpados. É procurar a polícia, fazer o boletim de ocorrência, e pedir para que realmente haja uma investigação séria”, finalizou Aleni.
O delegado Hélder Rodrigues garante que o caso será investigado. “É crime de menor potencial ofensivo, mas pode dar detenção, depende de uma série de fatores”, disse o policial.
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