Definir exatamente como surgiu a tradição francana das casas de espetinhos é missão quase impossível. Mais antigo no ramo, Marcos Roberto de Souza diz que os espetinhos em Franca começaram a se instalar há cerca de 15 anos.
“Quem trouxe essa prática para cá foi o Áureo, que tinha um açougue onde hoje é o meu espetinho. Ele visitou um amigo dono de açougue em Brodowski e viu que ele aproveitava os fins de semana e vendia espetinhos e cerveja para os clientes. Aí resolveu fazer o mesmo por aqui.”
Logo, a prática começou a se disseminar, na base da informalidade mesmo. “Eu comecei há 7 anos com uma churrasqueira pequena, num terreno emprestado. A luz era a da bateria do meu carro”, disse Marcelo Matos, do Espetinho do Marcelo.
Com o endurecimento das leis municipais de ocupação de solo e calçadas, muitos espetinhos informais acabaram obrigados a se legalizar.
Ronaldo Marques de Oliveira, o Jacaré, tem uma teoria para explicar o sucesso dos espetinhos na cidade.
“Franca não é uma cidade com muitas opções de lazer para a população. Também boa parte dos trabalhadores não tem uma alta renda. Então os espetinhos acabam sendo uma boa alternativa de diversão. São baratos e têm qualidade.”
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