Uma reclamação unânime entre todos os donos de espetinhos que investiram em seus negócios em Franca é a concorrência desleal no mercado. Segundo eles, na cidade há muitos estabelecimentos que vendem espetinhos irregularmente e sem qualquer cuidado com a higiene. Eles criticam as autoridades por não tirar os irregulares do mercado.
Marcos Roberto Souza é um dos que reclamam. “Eu pago todos meus impostos em dia. Pago R$ 189 só para poder colocar as mesas na calçada. Ainda tem todas as outras documentações exigidas pela lei. Eu respeito tudo. Aí, vou dar uma volta de fim de semana e vejo que tem um monte de gente que vende espetinho em garagem, em qualquer esquina. A informalidade neste ramo é muito grande.”
A mesma opinião tem Ângelo Giuseppe, da Cio da Terra. “Eu tenho o maior cuidado do mundo com a carne que vendo aqui. Tudo é da melhor qualidade possível. Minha cozinha cumpre todas as normas exigidas pela Vigilância Sanitária. Agora, basta você dar uma volta pela cidade para ver que há lugares em que não há a menor condição de higiene para manipular carne. As pessoas e as autoridades precisam prestar mais atenção nisto.”
O chefe da Vigilância Sanitária do município, Fernando Baldochi, disse que existem na cidade cerca de 50 estabelecimentos autorizados a manipular carne para espetinhos e que todos são fiscalizados pelo Serviço de Inspeção Municipal, o SIM, mas que não é possível precisar a quantidade de carne apreendida em condições irregulares nestes estabelecimentos.
“Não fazemos este tipo de levantamento porque só somamos as apreensões de carnes em geral seja em açougues, supermercados, restaurantes ou estabelecimentos de manipulação. Mas, com certeza, a quantidade é grande.”
Baldochi recomenda ao consumidor que preste atenção ao local onde pretende consumir o espetinho.
“Peça para verificar a origem dessa carne. Ela deve ter uma certificação e o prazo de validade. Também verifique se o local oferece as mínimas condições de higiene”, disse o chefe da Vigilância.
Caso o consumidor identifique problemas nos locais que frequenta, Baldochi recomenda ao francano que denuncie o estabelecimento à Vigilância Sanitária, pelo telefone 16-3711-9415.
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