Aproveitando o bom momento do país, a cidade de Franca cresceu rapidamente nos últimos anos. Mesmo correndo o risco do exagero, é possível dizer que já andam longe os tempos em que a cidade apresentava aqueles ares provincianos, tempos em que a grandeza se espelhava apenas no tamanho e no número de habitantes, mas bem pouco na atmosfera mais cosmopolita e diferenciada que hoje podemos perceber e experimentar.
Nesses últimos anos, a cidade viu surgir em seus espaços grandes redes varejistas e atacadistas, o que deu novo impulso à cidade e ampliou o leque de produtos oferecidos. Ampliação que não se deu apenas na esfera da quantidade, mas principalmente no âmbito da qualidade.
Também a indústria de alimentos começou a investir na cidade. Aproveitando-se de uma evolução que foi aos poucos mudando os hábitos e costumes de nossa população, trouxe para Franca produtos mais variados e adequados à pressa e à falta de tempo que enfrentamos em nosso cotidiano atual.
Dentro desse contexto, o entretenimento também ganhou novos ares. Em um curto espaço de tempo, a cidade assistiu ao surgimento de vários bares e restaurantes que ampliaram as opções de lazer dos jovens e das famílias francanas. Entre espaços mais despojados, aconchegantes, simples ou sofisticados, foram disponibilizados ambientes e sabores diversos e inusitados. Cafés mais ‘descolados’ e variações da culinária internacional, que antes só podiam ser apreciados em Ribeirão Preto, começaram a desafiar o comodismo e a tradição que pareciam limitar o entretenimento do cidadão francano.
Além disso, grandes empreendimentos imobiliários deram novas cores à cidade, consolidando o crescimento da indústria da construção civil. O setor de serviços, acompanhando toda essa transformação, tornou-se a principal pilastra de nosso PIB (Produto Interno Bruto), atendendo a parcelas significativas da população nordeste paulista e do sul de Minas Gerais que antes se dirigiam a Ribeirão Preto para adquirir serviços que não encontravam em nossa cidade, como na área médica, educacional e tecnológica.
Nesse sentido, dados apresentados por matéria publicada por este Comércio no domingo, 08/01, vêm corroborar essas transformações. Eles mostram que o número de empresas em Franca cresceu 28% em três anos, um número significativo se comparado com informações relacionadas ao Estado e ao país.
Obviamente, há que se comemorar esses números. Porém, com moderação. Apesar dessa evolução, nossa região apresenta um dos piores PIB per capita do Estado e nossa cidade tem um dos piores da região. Nossa média salarial também é uma das mais baixas, se comparada com outras cidades de mesmo porte, o que com certeza acaba limitando o consumo e o crescimento.
Ainda é preciso melhorar o nível salarial da cidade, consolidar a diversificação de nossa indústria e aumentar a escolaridade de nossa mão-de-obra.
Mas com certeza estamos no caminho.
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