S. Odo de Novara


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“Odo” sugere riqueza, fartura de bens

Odo nasceu em 1140 e foi prior dos cartuxos de Geyrach, na Eslavônia e, mais tarde, capelão e diretor espiritual de um mosteiro de religiosas, nas proximidades de Tagliacozzo. Construiu uma pequena cela perto do mosteiro e passou a levar vida entregue à oração, ao trabalho, à penitência e pobreza, conforme o costume cartuxo. Dali saía apenas para ir à igreja dedicada a S. Cosme e Damião. A quem o procurava e pedia qualquer livramento, dizia: “Que poderei eu fazer? Sou um pobre pecador, cheio de fraquezas. Deixa-me em paz. Vai, e que o Cristo, Filho do Deus vivo, te cure do mal que te aflige!”. E a pessoa ficava livre do mal que a atormentava. No leito de morte exclamou: “ Recebei-me, Senhor, meu senhor, que vou para vós. Eu vejo o Senhor, meu Senhor e meu Rei. Estou na presença de meu Deus”.

ORAÇÃO
Do serviço aos doentes

Deus, nosso Pai, sois o escudo que nos protege, o fundamento que nos sustenta, a luz que nos ilumina. Consolai os aflitos, confortai os atribulados e esperançai os desesperados. Aliviai o sofrimento físico e moral, a dor das perdas humanas e materiais. Preenchei nossos vazios existenciais e nossa sede de transcendência. Perdoai-nos as nossas ofensas. Nossos males convertei em bem. Nossos desejos de bem, em gestos concretos de bondade. Velai por quem está enfermo de corpo ou doente do espírito. A todos sarai e revigorai, enriquecei com os vossos dons. Velai pelos doentes anônimos, abandonados à míngua, sem recursos, à margem da solidariedade. Velai pelos doentes da falta de justiça, de amor, de compreensão. Velai pelos que estão enfermos por falta de perdão e de novas oportunidades na vida. Velai por todos, especialmente por nossos amigos, parentes e familiares. Amparai-nos em nossa humana fragilidade e necessidades espirituais. Movidos pelo vosso amor, cumulemos de ternura e respeito os que sofrem e se encontram enfermos por falta de carinho e de compreensão.

Os cinco minutos dos Santos/ J. Alves
São Paulo: Editora Ave-Maria, 2002.

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