A instalação de uma loja de fogos de artifício num barracão da rua Santos Pereira, no número 820, no Bairro Cidade Nova, tem gerado um clima de tensão entre os vizinhos. Eles temem que haja uma explosão no local e se queixam do ponto estar numa rua com grande fluxo de veículos, com residências e pontos comerciais próximos, além da Escola Estadual “Caetano Petráglia”. A reivindicação é que a loja seja transferida de local e fique instalada na zona rural.
Os moradores se uniram e coletaram 50 assinaturas para um abaixo-assinado entregue no Setor de Fiscalização da Prefeitura, solicitando a mudança de endereço do comércio. Além da Prefeitura, os Bombeiros e Ministério Público foram procurados. Um material sobre o assunto foi produzido e postado no Facebook, rede social na internet. “A preocupação é grande, estamos em pânico 24 horas por dia. A lei permitiu a instalação deles, mas nada garante que não haverá explosão, que as paredes do prédio vão segurar caso aconteça?”, disse ES, que mora na mesma calçada da loja e pediu para não ser identificada.
A preocupação começou em maio do ano passado, o proprietário da loja Fogos Beto, Carlos Roberto Gomes (Beto), passou a atender em outro imóvel da rua Santos Pereira. Como o prédio estava próximo da Escola Estadual “Caetano Petráglia”, sem respeitar a distância mínima de cem metros exigida por lei para venda de fogos, o ponto foi interditado pela Promotoria de Justiça e o dono precisou transferir o endereço. No dia 8 de dezembro, ele reabriu a loja na mesma rua num galpão existente no quarteirão da frente. Preocupados, os vizinhos recorreram ao Ministério Público e no dia 16 o promotor Murilo Jorge determinou a interdição por falta de documentos. Beto resolveu as pendências e, com as autorizações dos Bombeiros e Prefeitura, reabriu as portas na semana passada.
A preocupação aumentou. “A gente queria uma atenção especial das autoridades neste prédio, mas elas parecem estar com os braços cruzados”, disse a moradora ES.
A existência de um terreno baldio do lado deixa os vizinhos ainda mais apreensivos porque as pessoas costumam arremessar lixo no local e atear fogo. “Tem que tomar uma providência antes que aconteça algo”, disse a dona de casa MC, moradora da rua Santos Pereira.
O marceneiro Olímpio Carneiro, 77, reside no Bairro Cidade Nova há 50 anos e não aprovou a abertura da unidade no bairro. “É uma preocupação para todos porque o prédio não é adequado para isso. Aqui moram pessoas idosas e doentes e está todo mundo preocupado com esses fogos aqui”, disse ele.
Apesar da preocupação dos moradores, as autoridades civis e militares dizem não haver motivos para desespero, já que a loja cumpre todas as determinações exigidas por lei (leia textos nesta página).
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