Sempre gostei de estender a mão para você. Ah! Pegar naquela mãozinha para protegê-la, para atravessar a rua, impedir que se perdesse, direcionar-lhe os caminhos. Mesmo agora que muitas multidões se passaram, pego a sua mão de outras formas. E, muitas vezes, é você quem segura a minha.
Ao invés de dar as costas, vou tentar fazer isso também com o novo ano. Estender-lhe a mão e aguçar a sua fluidez, sua generosidade. Para se ter algo, nada melhor do que oferecer o mesmo. Acho que assim as coisas tendem a ficar mais fáceis. Venha cá. Vou te dar a mão, e talvez, você pegue na minha.
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