A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa promete pressionar autoridades para que a morte do menino Daniel Henrique de Souza Resende, 2, seja tratada com “muita seriedade”. A afirmação foi feita pelo deputado estadual Rafael Silva (PDT). “Sou membro da Comissão e não aceito uma realidade que não seja a punição exemplar destes assassinos, que torturaram e mataram o garotinho Daniel.”
Os integrantes da Comissão, segundo o deputado, não pretendem interferir no trabalho policial que investiga a morte por suspeita de maus-tratos ocorrida sexta-feira em Ribeirão Preto. “Não vamos trabalhar na investigação, mas pressionar as autoridades para que este assunto seja tratado como muita seriedade”, disse o deputado.
A delegada Maria Beatriz Campos, da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Ribeirão, ainda não ouviu os suspeitos de maus-tratos, o padrasto, Fábio Minchio, e a mãe, Ana Aparecida Souza. A policial pretende aguardar os laudos sobre a morte e não há previsão de quando eles ficarão prontos.
Daniel, que era de Franca e estava em Ribeirão desde dezembro, morreu sexta-feira no Hospital das Clínicas. Segundo a mãe, o menino caiu no banheiro no momento em que o padrasto se ausentou para ver o filho de cinco meses que chorava. O HC registrou boletim de ocorrência de maus-tratos, pois a criança apresentava marcas nas pernas e nas nádegas.
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