Dilma Fuentes da Conceição, 67, é uma das mais antigas comerciantes da Praça do Itaú. Ela era artista de teatro, mas precisou encontrar outra atividade para complementar a renda da família e passou a vender artesanato. Em 1989 se instalou na praça ao lado de outros artesãos. Anos depois, eles se juntaram aos vendedores ambulantes e Dilma permanece no local até hoje. Uma lei de 1999 regularizou o mercado popular na cidade.
Além das bijuterias e roupas indianas que vendia, passou a comercializar óculos, bolsas, cintos, acessórios para cabelos e outros produtos. Dilma reconhece as dificuldades no local, como o risco de prejuízos em época de temporais, mas encontra mais vantagens de trabalhar como camelôs. “Aqui é bom por ser um lugar de passagem das pessoas. A clientela é muito boa. A pessoa vem até a Santa Casa trazer alguém e, enquanto espera, vem para as barraquinhas comprar alguma coisa. É até um lazer.”
Dilma vende de acessórios para cabelos de R$ 3 a vestidos indianos por R$ 75. Ela não revela qual é sua renda. “Tem dia que você fica aqui meio período e vende mais que conseguiu no dia anterior inteiro. Vale a pena e é daqui que sobrevivo. Minha casa tem de tudo, não falta nada. Não fiquei rica, mas graças a Deus depois que comecei a trabalhar neste serviço nunca tive necessidade”, disse ela que conseguiu construir a casa própria trabalhando como camelô. “As pessoas passam aqui, observam o movimento ou têm parentes que são camelôs e percebem que é algo promissor, por isso querem um espaço.”
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