Colegas de trabalho se dizem surpresos com a acusação


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Desde que deixou São Bernardo do Campo, onde era funcionário da Volkswagen do Brasil, Manoel Filipe de Paiva ocupava seus dias trabalhando como taxista no ponto da Praça do Correio, em frente ao Terminal Ayrton Senna. Lá, fez muitos amigos e clientes.

Um deles, que pediu para não ser identificado, era bastante próximo de Filipe, como Manoel gostava de ser chamado. “Eu o conheci logo que ele veio para cá. A gente conversava bastante e sobre tudo. Ainda não estou acreditando que ele foi capaz de fazer um negócio desses.”

Ele conta que Manoel não era mulherengo e nunca teve nem uma queixa contra ele registrada no ponto. “Pelo contrário, ele era muito querido aqui. Até hoje, ainda tem gente ligando e perguntando se é mesmo verdade que ele foi preso. Eu mesmo custo a acreditar. Minhas filhas vinham muito aqui e ele nunca fez nada contra elas.”

Sobre a relação com a mulher, o amigo conta que Manoel era muito apegado à esposa. “A gente tirava sarro dele por conta disso.”

A respeito da existência de vídeos que mostrariam a imagem de Manoel com a neta de sua mulher, o amigo diz que é difícil avaliar. “Pode ter sido um momento de fraqueza. Para nós, é inacreditável. A gente fica abismado.”

Outro colega que trabalhava com Manoel há sete anos e não quis ter seu nome divulgado também disse estar surpreso com a acusação de estupro. “Eu o conheço desde pequeno porque meu pai trabalhava aqui. Ele nunca mexeu com ninguém. A conduta dele era exemplar.”
 

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