‘Tinha medo de ninguém acreditar’, diz menina


| Tempo de leitura: 2 min

Em 10 minutos de conversa, a menina contou em detalhes os abusos que teria sofrido do marido da avó por aproximadamente dois anos, desde quando se mudou com a família de São Bernardo do Campo para Franca. Segundo a menina, a primeira vez teria ocorrido quando eles estavam na cozinha e o taxista - casado com a avó dela há 17 anos - pediu para ver uma pinta que ela tem perto do seio. “Quando abaixei um pouco a blusa ele puxou e deu um beijo no meu seio. Eu corri para a sala e ele falou que não era para eu contar para ninguém porque dava cadeia para ele”, diz.

A partir deste dia, os abusos teriam se tornado frequentes. “Quase todo dia ele fazia isso. Tinha medo de ninguém acreditar em mim ou dele fazer alguma coisa com a minha avó ou comigo.”

No dia da gravação, no último domingo, a garota disse ter ficado sozinha com o avô e, conforme combinado com a mãe, filmado tudo. “Enquanto ele fazia umas coisas, fiquei com o celular na mão e ele não percebeu. Nesse dia fiz muitas gravações de sexo oral.”

De acordo com a menina, o taxista sempre dava um jeito de ficar sozinho em casa com ela. “No começo, minha avó dava (aulas) de catequese e ia para a igreja. Eu dormia na casa deles porque ele me levava para a escola. No caminho, ele falava umas coisas e passava a mão em mim. Eu sentia muito medo, uma coisa ruim. Não gostava.”

A garota, que neste ano vai cursar a 7ª série, conta que pediu várias vezes para ele parar e que o avô nunca a teria obrigado a consumar o ato sexual. “Ele queria que eu fizesse sim umas coisas com ele, mas eu nunca aceitei. Sexo eu não ia deixar.”

Com a prisão do taxista, a garota que “morria de medo” do avô, se diz aliviada. “Estou sentindo um alívio, uma sensação boa. É como se eu tivesse nascido de novo. Quero que ele se arrependa pelo que fez a mim e que pague por tudo. Vai (sic) que ele fez para mais pessoas, não sei.”

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários