A Prefeitura fechou o ano com R$ 10 milhões no caixa. O superávit financeiro e o controle das contas não são garantia de um período de farturas. O último ano do governo Sidnei Rocha (PSDB) será marcado pelo controle rígido dos gastos. Diante de um cenário de instabilidade de economia mundial e por causa das exigências impostas pelo ano eleitoral, cautelas serão tomadas para não haver desequilíbrio. Apesar do sinal amarelo ter sido acesso, obras previstas serão realizadas.
Conhecido internamente pela dureza com que autoriza gastos, o secretário de Finanças, Sebastião Ananias, avisou que o quadro é de restrição. “A administração será mais fria, calculista e séria. As restrições serão maiores.” Gastos dispensáveis de custeio serão reduzidos e não haverá incremento nos projetos em andamento. Apenas manutenção.
As sobras no caixa, que beiravam R$ 20 milhões, foram diluídas com o pagamento do abano aos servidores, auxílio a entidades assistenciais e com gastos na limpeza pública e recuperação de estradas rurais. “O funcionamento da máquina e a estabilidade não foram afetados, mas as reservas que temos estão comprometidas com obras em geral. Não podemos gastar mais do que vamos arrecadar. Precisamos trabalhar com cuidado para evitar déficit.”
Setores internos da administração já foram informados de que terão mais dificuldades para receber autorização para gastar. Ananias evita citar a palavra corte. Ele prefere falar em contingenciamento. “2012 é um ano eleitoral e não podemos arriscar. Temos uma situação de crise internacional que ainda não está debelada. Tenho por obrigação permanecer em alerta.”
A economia feita ao longo dos últimos anos permitirá o investimento nos setores de infraestrutura, educação e saúde. A construção de escolas, creches e dos prontos-socorros da Vila Imperador e Jardim Aeroporto terão recursos garantidos. “Somos obrigados a gastar 15% dos recursos próprios com a Saúde. No ano passado, gastamos 26,45%. Este é um setor que não dá para jogar para debaixo do tapete.” Também há dinheiro guardado para erguer o viaduto no cruzamento das avenidas Alonso y Alonso e Major Nicácio. O edital para contratar a empresa responsável pela obra está em fase de elaboração.
O arrocho nas despesas não é irreversível e poderá haver concessões caso o recebimento de recursos atinja as previsões. A Prefeitura projeta uma receita própria de R$ 300 milhões a R$ 312 milhões em 2012, contra R$ 265 milhões verificada no ano passado. “Se a arrecadação reagir, não tem porque contingenciar. A mensagem é de otimismo, mas com responsabilidade”, finalizou Ananias.
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