Sempre fui apaixonado pelo Brasil e pelo que poderíamos construir aqui dentro. Sempre aproveitei as oportunidades que tive de conhecer outros países para comparar e observar o que poderia ser o Brasil se tivéssemos as características e/ou possibilidades que existiam em outros cantos do planeta.
Agora, o Brasil é o País que é invejado e desejado por boa parte da comunidade internacional, mas, infelizmente, ainda temos que conviver, dentro de casa, com os derrotistas e os ‘fracassomaníacos’ que não conseguem vislumbrar nada de positivo nessa maravilhosa terra tupiniquim.
Observei, na virada de ano, um número considerável de publicações exaltando as oportunidades que o País oferece, ainda que pese as incertezas e inseguranças decorrentes da crise no hemisfério norte. O Brasil inicia 2012 como a sexta maior economia do mundo e, mesmo assim, tem pessoas que acham que está mal. Perderam o foco da observação e da discussão. Onde há oportunidades, apenas enxergam deficiências.
Temos forte expectativa de crescimento da economia, motivada pelas obras públicas (PAC), pela Copa em 2014 e Olimpíada em 2016, pelo Pré-sal, pela perspectiva dos países envolvidos na crise saírem dela e, ainda, pelos fortes investimentos privados que estão sendo direcionados ao Brasil por todos os motivos apontados aqui e mais pelas enormes desafios (oportunidades) que o Brasil tem.
Existe uma dinâmica na sociedade que garante o desenvolvimento da economia desde que o governo não atrapalhe com medidas equivocadas e que tranquem o desenvolvimento. Nesse aspecto, temos visto a presidenta Dilma discursar e praticar uma ação governamental responsável e desenvolvimentista. Falta, entretanto, uma ação concreta para a área da Educação. Somente consolidaremos nosso desenvolvimento com a formação de uma geração futura instruída, empreendedora e com visão humana transformadora. Isso leva tempo e acontece através da educação.
O fato é que o Brasil vive um momento que eu não esperava vivenciar nessa vida. Sou de uma geração que conviveu com a falta de informações e com o cerceamento dos direitos (governos militares), com o caos econômico (planos econômicos fracassados), com inflação absurda que inviabilizava qualquer empreendimento e com a insignificância com que o Brasil era percebido no mundo.
Ouvi estrangeiros referirem-se ao Brasil como sendo o ‘gigante adormecido’ ou de nos reconhecer apenas como a terra do carnaval, do futebol e do povo gentil. Hoje, continuamos gentis e gostando de carnaval e futebol, mas somos muito mais.
Somos o País do crescimento, da estabilidade política, da cultura dinâmica, da confiança crescente dos empresários que afirmam querer investir em 2012 mais do que fizeram em 2011, de bilionários projetos em andamento que incrementarão, ainda mais, a economia doméstica de um governo que tem assumido compromisso com esse novo tempo e somos, portanto, o país das grandes oportunidades.
Só não podemos desperdiçar a oportunidade de tornarmos nossa nação ainda mais rica, socialmente justa e referência para o resto do mundo.
Cassiano Pimentel
Agente de exportação e professor universitário
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