Ex-funcionários confirmam clima tenso


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Procurados, os funcionários da Fundação Casa guardaram silêncio, se recusando a falar com a reportagem.

Já os ex-funcionários aceitaram gravar entrevista, mas pediram que suas identidades fossem preservadas. Um homem que trabalhou na área da saúde da Fundação até meados do ano passado disse ao Comércio que deixou a entidade no ano passado para fugir do ambiente de medo. “Conversei com uma amiga que ainda trabalha lá e ela disse que ainda é uma tensão permanente. O ‘choque’ (equipe de funcionários da própria entidade capacitados para reprimir rebeliões e motins) chega a entrar duas vezes por dia lá, fazendo revistas constantes nos menores.”

Outra ex-funcionária, que saiu da Fundação em setembro de 2011, confirma que as ações do “choque” são comuns.

A repressão às rebeliões na Fundação Casa não tem a participação da Polícia Militar, a menos que seja solicitada. E no ano passado ela não foi chamada nem uma vez ao local. A informação é da major Silvana Helena Souzza, coordenadora operacional do 15º Batalhão da PM. “No caso de uma rebelião, a Fundação Casa pode nos chamar como apoio, mas, geralmente, o fazemos na parte externa”, disse a major.

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