Atropelamento do cabo Odmar Sartório, da PM, completará 1 ano


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A morte do cabo Odmar Sartório, 36, da PM, que morava no Leporace, completará um ano no próximo dia 8. Ele foi atropelado numa noite de sábado, na Rodovia Cândido Portinari, quando estava de serviço. O tempo, no entanto, não aliviou a dor da família.

Segundo Danila Sartório, 33, irmã do policial, ela e seus pais ainda não se acostumaram com a ausência de Odmar. Ele não era casado e, segundo a irmã, fazia de tudo para os pais. “Meu irmão estava trabalhando. Ele (o motociclista) não matou só meu irmão. Acabou com a família. Minha mãe vive com remédios contra a depressão. Meu pai parou de trabalhar. Não tem condições. Eu tenho que ser o suporte da minha família, mesmo sem forças”, disse Danila.

Cabo Sartório trabalhava na corporação desde 1997 e também fazia trabalhos sociais. De acordo com a irmã, no dia 19 de dezembro, a Polícia Militar realizou uma festa para cerca de 200 crianças no Jardim Aeroporto, com distribuição de presentes. O evento sempre foi organizado por Sartório. “Meu irmão morreu, mas muita coisa boa ele deixou. Era muito querido.” Em uma homenagem aos serviços prestados pelo cabo, uma sala do 15º Batalhão da PM foi batizada com seu nome.

O acidente ocorreu por volta das 22 horas na altura do quilômetro 401 da Rodovia Cândido Portinari, perto da alça de acesso ao Jardim Guanabara. O policial abordava um motociclista quando foi atingido por um veículo Gol que, segundo testemunhas, tentou ultrapassar outro veículo pelo acostamento.
 

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