Trânsito de Franca mata 5 vezes mais que assassinos


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VÍTIMA DO TRÂNSITO - Foto de arquivo mostra carro que atropelou e matou PM em serviço há um ano
VÍTIMA DO TRÂNSITO - Foto de arquivo mostra carro que atropelou e matou PM em serviço há um ano

Reportagem de Daniel Rodrigues e Samuel Santos

O número de mortos no trânsito francano em 2011 bateu em mais de cinco vezes o número de homicídios registrados durante o ano. Em 12 meses, carros e motos mataram 59 pessoas nas ruas e rodovias de Franca. No mesmo período foram 11 assassinatos, sendo dois deles latrocínios - crimes em que pessoas foram mortas por ladrões que pretendiam roubá-las. A violência em Franca, seja no trânsito ou pelas mãos de assassinos, é inaceitável de acordo com o padrão da OMS (Organização Mundial de Saúde). Pelo organismo, os limites para uma cidade do tamanho de Franca (com 318 mil habitantes) são 18 mortes no trânsito e dez homicídios.

Uma das mortes que mais chocou os francanos no ano passado foi a do cabo PM Odmar Sartorio, 36, que integrava a Companhia de Força Tática. Ele foi atropelado em serviço no dia 8 de janeiro, na Rodovia Cândido Portinari (leia mais em texto nesta página).

Para o Major Alexandre Wellington, da Polícia Militar, é natural que o número de mortos no trânsito seja maior do que por homicídios. “Hoje você tem na cidade de Franca um número muito maior de pessoas de posse de um veículo - que se utilizado de forma irresponsável se transforma numa arma - do que pessoas com armas de fogo, que estariam na rua cometendo crimes.”

O secretário municipal de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, diz que a maior parte dos acidentes fatais foi em vias consideradas bem sinalizadas, incluindo as rodovias vicinais. “Os acidentes sempre ocorrem em virtude da imprudência de alguém. Além disso, temos uma quantidade de veículos circulando na cidade considerável, com uma frota de quase 200 mil. Vocês podem perceber que as ruas e avenidas estão bem sinalizadas, recapeadas em boas condições.”

Segundo o major, acidentes podem ser evitados se o motorista tiver prudência. “Mesmo com a deficiência da pista, um bom condutor adequaria a velocidade às circunstâncias apresentadas pela pista, pelo tempo, pelo terreno e tudo mais. Ou seja, a grande maioria dos acidentes é evitável. Exceto aqueles, como uma quebra mecânica com travamento de rodas, que gera um capotamento. Mas mesmo assim, se estiver em uma velocidade baixa e adequada, há a possibilidade de você ter um incidente sem vítimas”, afirmou o major.

Buranelli, que lançou campanhas no ano passado para promover a educação no trânsito, planeja mais seis campanhas para este ano. De acordo com o secretário, educação e fiscalização são as soluções para a diminuição do número de mortes. “Se o motorista tiver a sensação de que está sendo fiscalizado, ele começa a tomar mais providências quanto aos atos dele.”
 

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