Nesta sexta-feira, boa parte das grandes lojas de departamento da cidade abrirão as portas mais cedo prometendo enormes descontos. Para o coordenador interino do Procon, Luís Antônio Murari, o consumidor deve ficar atento para não transformar as oportunidades de um bom negócio em pesadelo.
Medidas simples e um pouco de atenção na hora de fazer as compras podem livrar o consumidor de dores de cabeça futuras. “O corre-corre e a euforia nestas ocasiões são muito grandes. É comum esquecermos detalhes, não prestarmos tanta atenção e depois nos arrependermos.”
Para evitar transtornos, o primeiro passo é decidir o que realmente quer comprar. “Olhe os folhetos antes. Veja o preço normal dos produtos que interessam e confira no dia da promoção se realmente o desconto vale a pena. Muitas lojas anunciam megaliquidações, mas os valores são os mesmos praticados no dia a dia”, alerta Murari.
Outra dica é pesquisar. “Neste dia, várias redes fazem liquidações. Antes de fechar negócio, tente reservar o produto com o vendedor e dê uma volta para ver se não encontra um preço mais barato.”
Também é importante verificar se o produto está mesmo funcionando. “Muitas mercadorias vendidas são de mostruário, mas devem estar funcionando. É importante que o consumidor peça para o vendedor testar o produto, principalmente eletroportáteis.” O consumidor também deve conferir se o produto vendido está com todos os itens dentro da caixa. “Na correria destas liquidações, é comum sumirem controles remotos e cabos. O consumidor precisa conferir se está tudo completo antes de levar o produto para casa.”
Um documento que quase ninguém dá atenção e que só lembra quando a mercadoria não funciona é a garantia. “Esse termo é importantíssimo, é ele que garante o conserto do produto em caso de defeito. Ele deve ser preenchido pelo vendedor no ato da compra e deve ser entregue junto com a nota fiscal.”
Saber o nome do vendedor que o atendeu ajuda muito na hora de formalizar uma reclamação. Por isso, o coordenador do Procon recomenda que o consumidor anote o nome e um telefone de contato para eventuais queixas.
E, como já é praxe, o consumidor não pode se esquecer de exigir a nota fiscal. É ela que, se nenhuma dessas dicas funcionar, garantirá que o Procon possa exigir do estabelecimento o cumprimento do Código de Defesa do Consumidor.
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