A Polícia Rodoviária Militar de Franca apreendeu 980 veículos até o último dia 29 de dezembro. A média é de quase 82 veículos recolhidos mensalmente na cidade. As apreensões são frutos das operações realizadas em frente à base da polícia, na Rodovia Cândido Portinari.
A maioria das autuações é gerada pela falta de licenciamento do veículo. No segundo semestre, os policiais contaram com o reforço do leitor óptico de caracteres, conhecido como “radar dedo-duro”, que detecta a irregularidade pela placa do veículo.
A Polícia Rodoviária de Franca possui atualmente apenas um “radar dedo-duro”, que é móvel. O aparelho começou a ser usado em 10 de agosto, segundo o tenente Cláudio Ferreira da Silva. Desde essa data até o fim de dezembro, foram recolhidos 308 veículos.
O tenente, porém, ressalta que as apreensões não foram feitas somente com a ajuda do leitor óptico. “É importante salientar que nem todos os veículos recolhidos pelos policiais foram flagrados pelo detector óptico de placas. O policial na fiscalização tradicional também constata infrações.”
Nenhum dos veículos foi apreendido por ser produto de furto ou roubo. “O que resulta na maioria dos recolhimentos por parte do radar inteligente está ligada à questão do licenciamento do veículo”, disse o tenente, ressaltando que em nenhum dos casos houve perseguição. De acordo com a polícia, o perfil desses veículos apreendidos é bastante diversificado e não existe um padrão de marcas ou ano de fabricação.
Segundo Silva, a fiscalização em Franca pode ser reforçada com novos radares em breve. É um investimento previsto pelo governo do Estado. “Há outros desse tipo (dedo-duro), móveis e portáteis, que estão em processo de aquisição para o Estado de São Paulo como um todo, havendo a possibilidade da destinação de radares inteligentes para Franca e região.”
O tenente afirma ainda que a tecnologia potencializa o trabalho dos policiais e ajuda no aumento das apreensões. “Toda ferramenta tecnológica que é colocada à disposição dos órgãos policiais para otimizar a fiscalização é muito bem-vinda. Mas esses equipamentos nunca vão substituir o fator humano. Todo policial militar tem que estar apto para fiscalizar e sempre recebe treinamento adequado para operar esse sistema.”
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