Em alguns casos a cirurgia bariátrica e metabólica é a única saída para perder peso, segundo o médico gastroenterologista José Eduardo Goi. Quando o paciente não consegue emagrecer por algum motivo (não pode ou não consegue fazer exercícios, por exemplo), tem IMC acima de 40, tem entre 18 e 65 anos e apresenta complicações como hipertensão e diabetes ele pode se submeter a uma das cinco intervenções autorizadas pelo Conselho de Medicina no Brasil: cirurgia de scotinaro, cirurgia de capella, cirurgia sleeve gástrico, banda gástrica e balão intragástrico, um procedimento não cirúrgico realizado através de endoscopia. Todas visam a diminuição do tamanho do estômago. A escolha da mais adequada ocorre na conversa entre o médico e o paciente.
O tempo de cirurgia é de duas horas, em média, e a preparação inclui avaliações com cardiologista, anestesista, pneumologista, cardiovascular, psicólogos e psiquiatras. A sugestão dos médicos é que, antes da intervenção, o paciente perda entre 5 e 10% do peso para tornar o procedimento mais seguro.
Como toda intervenção cirúrgica, tem risco, portanto é necessário que haja acompanhamento médico antes e depois do procedimento. Em Franca, o SUS (Sistema Único de Saúde) não autoriza a realização dessas cirurgias. As opções são usar os convênios ou pagar particular (pode custar até R$ 18 mil). Segundo o médico, não há uma média de quanto se emagrece com a intervenção, mas após 1,8 ano, normalmente, o paciente já eliminou o excesso de peso.
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