Ante o Ano Novo


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Estamos às vésperas do ano 2012 e, enquanto muitos o esperam ansiosos por realizações positivas, alguns se deixam carregar de preocupações, especialmente com relação às profecias maias, com destaque para a data de 21.12.2012. Segundo estudiosos, ela fecharia um ciclo evolutivo da humanidade, podendo representar o fim de uma era.

Como já tivemos oportunidade de afirmar neste espaço, os espíritas não admitem a idéia de ‘fim do mundo’, pura e simplesmente. Demais, os Espíritos superiores, bem como Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, sabiamente, não estabelecem datas, especialmente quando o assunto é promoção moral do planeta, o que só se realiza mediante a qualificação da psicosfera planetária, que se atrela à evolução da sociedade que, por sua vez, detém o dom do livre-arbítrio: faz o que quer, quando quer!

É de admitir-se, contudo, que o mundo já esteja passando por inestancável mudança. Lenta, porém, inexorável. As velhas estruturas vão ruindo para dar lugar às implacáveis transformações.

Conquistada, pelo esforço de cada um, enfeixado no empenho social, a prevalência da psicosfera do bem consistirá numa nova conduta social, que terá base especialmente na Boa Nova trazida por Jesus: os ensinamentos do Seu Evangelho da Verdade Eterna.

Entrevistada pela mídia, a maioria das pessoas do povo costuma manifestar seus sonhos, seus anelos, suas aspirações. São as esperanças, segundo as expressões da fé. Que bom que não percamos a capacidade de aspirar o melhor. Contudo, não nos esqueçamos de que, para melhor programar o ano que vai iniciar-se, necessário se faz avaliar como nos conduzimos no ano que se finda.

Muitos dirão que o 2011 foi ótimo porque conseguiram entesourar, amealhar bens materiais.

Entretanto, o importante é saber o quanto avançamos no aspecto espiritual, vez que tudo o que é material é mero empréstimo de Deus, tem caráter transitório e, obrigatoriamente, deixaremos por aqui quando retornarmos à origem.

Que não se menospreze a faculdade da Lei de lutarmos pelo crescimento material, em busca do bem-estar. Todavia, o importante é o feliz e definitivo conforto da nossa conquista moral, porque permanecerá conosco.

Não somos obrigados - e nem deveríamos - errar para evoluir, no entanto, quem não aprende com os próprios erros? Como tudo na Obra Divina é perfeição, o mal advindo das faltas que cometemos é-nos o remédio... amargo, é bem verdade, porém eficaz.

Os sofrimentos físicos e morais que tenhamos experimentado são os mestres a nos amadurecer a vontade. É hora de acertarmos!

Ante o ano novo, examinemo-nos a conduta adotada no ano que se finda, e saberemos encontrar o caminho reto que, sob as bênçãos do Mais Alto, nos conduzirá evolução acima.

Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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