Basquete de Franca mergulha na crise


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EXCLUÍDO DE JOGO - O técnico Hélio Rubens Garcia deixa a quadra do Póli após ser expulso em jogo da Liga Sulamericana em abril. Desempenho ruim gerou críticas
EXCLUÍDO DE JOGO - O técnico Hélio Rubens Garcia deixa a quadra do Póli após ser expulso em jogo da Liga Sulamericana em abril. Desempenho ruim gerou críticas

2011 pode ser considerado o ano que nunca deveria ter existido na história do Franca Basquete. Após eliminações na Liga-Sulamericana (que provocou críticas do prefeito Sidnei Rocha) e no Campeonato Paulista de 2010, o time iniciou o ano com a certeza de que algo melhor estava por vir.

Nem o revés em casa no Torneio Interligas, quando foi superado novamente pelo Pinheiros (algoz do time no Estadual, meses antes), causou apreensão. A compensação veio com a classificação à final do NBB, após vitória sobre o poderoso Flamengo de Marcelinho.

O time, no entanto, foi praticamente “varrido” por Brasília. Poucos atletas corresponderam em quadra e o 3 x 1 na final ocasionou até um certo alívio a alguns torcedores. As imagens que ficaram foram a derrota no primeiro jogo fora de casa - 92 a 72 - quando o time fez sua pior partida na série e o inacreditável toco com o qual o “baixinho” Alex Garcia entupiu o pivô Lewis em pleno Poliesportivo.

Nem a eleição de melhor técnico do NBB aliviou as críticas a Hélio Rubens Garcia. Com o trabalho questionado, ele mandou os estrangeiros embora e deu a diretoria a obrigação de montar uma nova equipe. Em entrevistas, o presidente Luís Carlos Teixeira afirmou que manteria a espinha dorsal da equipe e traria três estrangeiros. O que o cartola não contava era que alguns jogadores iriam preferir sair a permanecer na cidade. O veterano Rogério e jovem Vitor Benite foram para limeira e Dedé, para São José.

Contratar estrangeiros continuou a ser um carma e os erros foram sucessivos. Assim, o time foi mal no Paulista e acabou eliminado na primeira rodada dos playoffs frente ao time de Murilo e Dedé. A classificação final foi a pior nos últimos anos e provocou nova série de críticas ao trabalho de Hélio Rubens Garcia. Nos Jogos Abertos, nova derrocada para o mesmo adversário.

O auge da crise veio na primeira parte do NBB 4. Presidente, diretoria e equipe técnica deram mostras claras de desentrosamento. Na mais clara divergência, Teixeira aposentou Hélio Rubens Garcia em uma entrevista e depois não respondeu ao ser desmentido em público pelo treinador que fez questão de deixar claro que avisará quando resolver deixar o esporte profissional.

O clima pesado fora de quadra só piorou o rendimento dos atletas dentro dela. Com uma campanha pífia - apenas três vitórias em dez jogos -, o time parou para as festas de Natal como antepenúltimo colocado do torneio nacional, o mesmo em que possui o maior número de títulos.

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