SETEMBRO
Levantamento de todas as mortes noticiadas pelo Comércio desde 2001 exterminam qualquer resquício de dúvida: as motos se tornaram armas letais no trânsito de Franca. Em dez anos, 227 pessoas perderam a vida. No dia 7, um menino de 3 anos morreu atropelado pela mãe, que manobrava um Voyage, ano 1982 no quintal de casa quando aconteceu o acidente. A mulher não tinha carteira de motorista.
No dia 10, numa noite memorável, o Top Franca transformou o Castelinho e fez o público se sentir como se estivesse em Hollywood para assistir à entrega do Oscar da vida real. O evento de gala, além de prestar uma homenagem póstuma a dois empresários que morreram (João Carlos Franchini, fundador e empreendedor da Desejo & Sabor, e Wagner Garcia da Silva Júnior, diretor e acionista do Magazine Luiza), entregou os diplomas Ouro, Prata e Bronze às empresas mais lembradas em 76 categorias de diferentes atividades, além de premiar Empresários do Ano e Empreendedores Sociais.
O final de semana (dias 11 e 12) foi agitado no Parque “Fernando Costa”, que sediou a 24ª edição do Hallel. Os organizadores do maior evento de música católica do mundo acreditam que mais de 100 mil pessoas passaram pelo recinto.
Uma denúncia de estupro terminou com um supermercado incendiado na noite do dia 13 no Jardim Luiza I. O dono do estabelecimento, de 41 anos, foi acusado de estuprar uma menina de 14. Enquanto ele era levado para a Delegacia de Polícia, populares colocaram fogo no estabelecimento.
Na edição do dia 18, após 23 anos, a colunista Patrícia reestreou no Comércio, onde começou na década de 1950. No final de semana seguinte, ela estreou programa na rádio Difusora.
OUTUBRO
Desta vez, quem pilotou o rolo compressor foi o povo. Se no final de setembro os vereadores aproveitaram o plenário vazio para aprovar os salários, em outubro a pressão fez os políticos recuarem. Cerca de 300 manifestantes munidos de faixas, cartazes, bandeiras, apitos e nariz de palhaço lotaram a Câmara e literalmente conduziram os votos. Acuados, os parlamentares votaram contra e ficaram sem o aumento de vagas e as férias de julho.
No dia 7, a empresária francana Ely Zelena Bernardes Donadeli, 54, sócio-proprietária da indústria de calçados Doctor Shoes, foi sequestrada e mantida refém por uma quadrilha de assaltantes. Ely passou três dias em cativeiro.
A Justiça decretou o bloqueio de bens de oito vereadores da legislatura passada que aumentaram indevidamente os próprios salários. Rui Engrácia, Gilson Pelizaro, Bahia, Donizete da Farmácia, Jépy Pereira, Silas Cuba, Marcelo Caleiro e Maurício Chinaglia não devolveram os valores pagos a mais ou não firmaram acordo com o Ministério Público para a reparação dos danos que são acusados de causar aos cofres públicos.
Cinco pessoas morreram entre os dias 21 e 22 em acidentes na Rodovia Cândido Portinari. Os dois casos foram colisões entre veículos. O primeiro envolveu duas camionetes e causou a morte do empresário João Paulo Fernandes, 25, e do vendedor ambulante Antônio da Silva, 74, morador em Araxá (MG). Sílvio Célio de Freitas, 54, funcionário de Fernandes. Na manhã seguinte, outra tragédia matou os vendedores Francisco Assis da Silva, 60, e Valter Júnior dos Santos, 36, após o carro que ocupavam ser atingido por um caminhão.
No dia 29, o Ministério Público pediu a prisão preventiva e a suspensão das atividades profissionais do médico anestesista José Rubens Perani Soares. Ele foi denunciado à Justiça pela prática de dois crimes de estupro de vulnerável. Segundo a acusação, o médico molestava sexualmente adolescentes e crianças nos centros cirúrgicos da Santa Casa e do Hospital São Joaquim.
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