Reintegração encerra mandato explosivo


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O ato de reintegração de Afonso Teodoro encerra um mandato explosivo. Ao contrário do antecessor Joaquim Ribeiro (PSB), que marcou sua administração pela resistência em opinar ou tomar decisões polêmicas, Marco Garcia (PPS) não fugiu de uma boa briga. Sempre falou o que pensava sem se preocupar com as consequências. “As pessoas não têm coragem de falar a verdade. Eu tenho.” Não levou desaforos para casa, mas a postura firme teve seu preço. No caso, a perda de uma reeleição que parecia tranquila.

Em março, surpreendeu ao suspender o diretor-geral. No mês seguinte, causou alvoroço interno ao dizer em entrevista ao Comércio que se alguns vereadores pagassem para trabalhar ainda seriam caros. Ásperas discussões com Silas Cuba (PT) e Graciela Ambrósio (PP) foram frequentes. “A senhora precisa aprender a ler antes de votar”, disse para a delegada em novembro. No mesmo mês, afirmou que traições no plenário da Câmara são comuns. “Esta casa é um ninho de cobras. Tem gente que fala bom dia e, à tarde, enfia a faca nas costas.”

Marco Garcia disse que a única ação de que se arrepende foi a demissão de Afonso Teodoro. “O político não pode ser um pau roliço. Tem que ser igual a um caibro. Tem que ter um lado. Este negócio de ficar em cima do muro não dá.”
 

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