Na segunda-feira, logo após o Natal, o Brasil despertou com a boa notícia de que havia se tornado a sexta maior potência econômica do mundo
Até parecia coisa de Papai Noel, mas logo que se viu que era real. A notícia foi dada primeiramente pelo prestigioso jornal britânico The Guardian e depois repercutiu em todo o mundo. Segundo a matéria, a crise bancária de 2008 e a recessão na Europa fizeram com que o Reino Unido despencasse no ranking para o sétimo lugar, ficando agora atrás do Brasil, que ocupou o posto de sexto colocado no mundo. À frente do Brasil permanecem, pela ordem de importância, Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França.
Na avaliação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, a ascensão do Brasil não é momentânea. O país deve consolidar essa posição nos próximos anos. E mais: a economia brasileira continuará a crescer em um ritmo maior do que a dos países desenvolvidos, principais afetados pela atual crise financeira global.
Antes de ocupar o lugar do Reino Unido, a economia do Brasil já era maior que a da Itália, Canadá, México, Espanha e outras. Nesse cenário, ganha força ainda maior o Interior Paulista no cenário internacional. O Estado de São Paulo é o carro-chefe da economia brasileira, responsável por cerca de um terço da produção nacional. E nessa fatia rica do país, o Interior Paulista (excluindo-se a Capital e os outros 38 municípios da região metropolitana de São Paulo é responsável por metade da produção paulista.
Não é por acaso que empresas automobilísticas incluíram o Interior Paulista (Vale do Paraíba por exemplo) no planejamento para aquisição de áreas e instalação de novas fábricas. A tendência começou nos anos 70 com grandes empresas de capital alemão na região de Campinas, o que deu início à chamada descentralização industrial da capital paulista, que já dava sinais de esgotamento àquela época. O Interior Paulista vive agora o segundo grande “boom” dessa expansão, beneficiado pela globalização e o fortalecimento da economia brasileira no mundo.
O novo perfil industrial do Interior Paulista já está mexendo há alguns anos com a vida das pessoas e o planejamento das cidades. Criam-se novos cursos técnicos e de nível superior. Fazem-se investimentos em estradas e aeroportos. O Interior Paulista se moderniza e se prepara para novos tempos. Novas demandas são geradas nas áreas de saúde, educação e aperfeiçoamento de recursos humanos.
Alteram-se também as correntes migratórias. Antes, o deslocamento natural era da zona rural para a cidade e desta para um centro maior (o centro regional ou a capital). Agora, o fluxo se dá dentro do próprio Interior Paulista, ou seja, de uma região para outra. Rio Preto é opção para trabalho ou aperfeiçoamento profissional de um morador de Bauru, por exemplo. Ou vice-versa, dependendo a área de interesse.
Outro fenômeno social recente é a chegada de novas levas de migrantes. Piracicaba já abriga centenas de sul-coreanos por conta da fábrica da Hyundai. Isso é emblemático. Seus moradores são apegados historicamente às tradições e ainda preservam um estilo próprio na linguagem caracterizado como dialeto piracicabano pelo escritor Cecílio Elias Neto num saboroso e ao mesmo tempo científico dicionário. Nessa mesma Piracicaba é possível hoje saborear pratos coreanos em restaurantes típicos criados para atender a essa nova demanda. É só uma amostra das transformações que começam a acontecer no Interior Paulista e que se intensificarão ainda mais nesta década.
Agentes políticos em 2012
Ano Novo é vida nova. Para os agentes políticos (prefeitos e vereadores), 2012 terá um sabor a mais: as eleições municipais. E por ser um ano eleitoral, alguns procedimentos estarão proibidos a partir da próxima semana, segundo alerta distribuído pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). A partir de 1.º de janeiro não será possível a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública, de acordo com os parágrafos 10 e 11 do artigo 73 da Lei 9.504/1997. Isso é para evitar a manipulação eleitoral e o favorecimento nas campanhas. A cidadania deve ficar de olho para fiscalizar os seus políticos.
A legislação prevê exceção para os casos de calamidade pública, estado de emergência ou no atendimento a programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior (2011). A CNM alerta ainda que no ano eleitoral os programas sociais não poderão ser executados por entidade nominalmente vinculada a candidato ou por ele mantida. A entidade publicou na internet o calendário eleitoral divulgado pelo TSE e que deverá ser seguido a risca por agentes políticos locais, candidatos ou não. O cumprimento das determinações evitará a cassação de registro de candidaturas ou de diplomas, além do risco de terem condutas caracterizadas como atos de improbidade administrativa.
Feriados
O Diário Oficial da União divulgou segunda-feira as datas de feriado nacional e pontos facultativos em 2012. Além do próximo 1º de janeiro (domingo), serão considerados feriados nacionais os dias 21 de abril (sábado), Tiradentes; 1º de maio (terça-feira), Dia Mundial do Trabalho; 7 de setembro (sexta-feira), Independência do Brasil; 12 de outubro (sexta-feira), Nossa Senhora Aparecida; 2 de novembro (sexta-feira), Finados; 15 de novembro (quinta-feira), Proclamação da República; e 25 de dezembro (terça-feira), Natal. Em 2012, ano bissexto, fevereiro terá 29 dias.
Wilson Marini
Jornalista – wmarini@apj.inf.br
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