O crescimento tímido das vendas no Natal deste ano deixou os lojistas preocupados com os negócios para 2012. Tradicionalmente, para o setor comercial, o primeiro trimestre já é um dos mais fracos em termos de vendas. Os consumidores ainda estão pagando os presentes comprados no Natal e ainda têm todas as contas de começo de ano para quitar como IPVA, matrículas e materiais escolares. Entre a maioria dos comerciantes ouvidos pela reportagem do Comércio da Franca, a opinião é a mesmo: a julgar pelo movimento nesta reta final do ano, em 2012, o cenário pode ser ainda mais complicado.
O Natal é a data em que as lojas mais faturam. Em Franca, há pelo menos cinco anos, os aumentos nas vendas vinham se mantendo na casa dos 10%. Neste ano, a projeção feita pela própria Acif (Associação do Comércio e da Indústria de Franca) é que o crescimento não ultrapasse a casa dos 6%. “O que sentimos é que o consumidor está bem receoso. Este ano preferiu a cautela. Comprou o estritamente necessário. Pesquisou e fez questão de economizar”, disse o assessor de imprensa da Acif, Alessandro Macedo.
A entidade fez uma pesquisa com seus associados que responderam a um questionário sobre o balanço do movimento deste Natal. O resultado oficial ainda não foi contabilizado, mas um levantamento prévio indica que o aumento nas vendas deste ano será de 5,5%. “Para nós, esse crescimento é motivo de comemoração, mas é também um indicativo de alerta. Se o Natal não foi tão bom, pode ser que tenhamos um começo de ano bem difícil. Temos que pensar em alternativas para estimular o consumo e fazer com que o francano volte a gastar”, disse Alessandro Macedo.
A comerciante Vanice Marchima Enza sabe bem o que significa esse comportamento mais contido dos francanos. Em sua loja de calçados no Centro da cidade, as vendas ficaram bem abaixo do esperado. “Não tivemos aumento nenhum. No máximo empatamos com o que vendemos em 2010. Foi um Natal muito, muito fraco. As pessoas entravam, olhavam, mas não compravam. Não sei explicar o que aconteceu.”
Para o próximo mês de janeiro, ela não arrisca fazer previsões. “Não sei dizer como vai ser não. O que sei é que as coisas estão bem difíceis para quem trabalha com comércio. Não vejo nenhum sinal de melhora não.”
Na loja de confecção onde trabalha Tânio Luiz da Silva, de 25 anos, aconteceu a mesma coisa. “Ainda não fechamos o mês para ter um balanço certinho. Mas se houve algum aumento nas vendas, foi muito pequeno. Esperávamos mais. Estamos bem preocupados com o início do ano. Essa semana mesmo o movimento está bem fraco”, disse o vendedor.
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