E finalmente chegou o Natal! As ruas estão iluminadas, as pessoas transbordam felicidade, quase tudo é cinematograficamente mágico e perfeito para a maioria das pessoas. Principalmente naquela hora. Pode confessar, nem os especiais natalinos da televisão e nem aquela ceia farta com toda a família reunida supera o momento de desembrulhar os presentes. E também aproveite para confessar que a sua alegria no restante do ano depende muito da qualidade, e do preço, do presente que você recebeu. Quem nunca ficou irritado com aquele par de meias? Pois é, aparentemente o Natal deixou de ser, para muitas pessoas, a celebração do nascimento de Jesus Cristo e se tornou apenas uma simples troca de presentes. Porém, existem jovens que fogem desta lógica consumista e utilizam seu tempo para ajudar outras pessoas e, não só no final de ano, mas em todo ele. E é para lhe mostrar que uma atitude real vale muito mais que uma simples corrente pelas redes sociais é que o Se Liga irá lhe presentear com dois exemplos de jovens que optaram pela solidariedade e, acreditem, o presente que eles recebem não se compra em nenhuma loja.
Guilherme Ramos, 18, trabalha como atendente de escritório. Há quatro meses, ele e outras 40 pessoas, com idades entre 17 e 40 anos, decidiram fundar o Grupo de Evangelismo do Ministério da Pastora Mirian de Carvalho para tentar, baseados na fé, alegrar o dia de várias pessoas. “Nosso grupo começou com o apoio da nossa igreja (Igreja do Evangelho Quadrangular), e, como diz a pastora, nós temos que ousar na fé para tentar levar a palavra de Cristo para as pessoas que necessitam de um pouco mais de carinho. Assim, nós fazemos a nossa parte para restaurar Franca”, diz Guilherme. O grupo busca, através da arte, levar mensagens de fé e esperança para vários locais. “Já fizemos apresentações em alguns cemitérios da cidade durante o Dia de Finados, fomos à Escola ‘Sudário Ferreira’ e recentemente estivemos na Santa Casa. Em todos os lugares as pessoas nos recebem muito bem e estão dispostas a ouvir a nossa mensagem”, diz.
Aline Corsi saiu de sua cidade, Andradas (MG), para trabalhar como gerente de organização escolar em Campinas. Além disso, ajuda em uma ONG batizada de “Hospitalhaços”, que atualmente atua em 11 hospitais diferentes da região, cada um com uma equipe diferente e com horários diferentes. Aline escolheu justamente o sábado à tarde, horário em que muitos jovens escolhem para se divertir, para ajudar. “Nós visitamos todos os pacientes, crianças, jovens e adultos, do SUS ao particular. Nosso trabalho não é fazer palhaçadas, mas sim utilizar a figura do palhaço para levar um pouco de alegria, palavras amigas e ouvir. Estamos ali para dar um apoio e levar um pouco de alegria e esperança àqueles que estão ali por vários motivos”, explica.
E, para quem acha que ajudar o próximo é sinônimo de sacrifício, ela avisa. “Foi a melhor coisa que fiz na minha vida, eu estava morando em Campinas há pouco tempo, não conhecia quase ninguém e vi na ONG uma oportunidade de fazer novos amigos. Hoje estou há quase um ano e meio na ONG, muito feliz, minha vida mudou completamente, sou mais espontânea, e acredite, a cada visita, saímos do Hospital muito melhor do que entramos. Há uma troca com os pacientes, fazemos o bem a eles e eles nos fazem muito bem também. É muito bom ver o rosto feliz dos pacientes após nossas visitas. É muito gratificante.”
E que tal aproveitar o ano que está para começar e ajudar o próximo? “Pra ser feliz, basta sorrir e fazer o bem, sem olhar a quem”, diz Aline.
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