É esta a hora, única no ano inteiro, só vem na noite de Natal.
O abençoado ato se mostra na sala do asilo de velhos.
Todos dormem.
Recostei-me no sofá.
Sinto as mãos trêmulas e frias, mas cheias de amor maternal
e nenhum filho para acariciar.
Meia-noite.
Apanho o Menino Jesus do presépio, deito-o em meu colo...
E o embalo docemente, como fazia com meus filhos,
hoje distantes, ausentes.
A sala encheu-se de vida, de vida renovada,
embora pálida e fria como a luz infinita das estrelas.
Só eu, mãe de novo,
e o filho de Deus, tirado da manjedoura para o calor do meu colo.
Nós dois, extensão do universo,
naquele que foi meu último e encantado Natal:
o Menino me olhava... E sorria!
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