O ourives Giovanni Di Gianni, 76, foi encontrado morto com uma pancada na cabeça na madrugada de ontem no Centro de Franca. A polícia acredita que a morte tenha sido provocada por um objeto contundente (que esmaga e não corta). O comerciante foi assassinado dentro de seu escritório, no calçadão da Rua Marechal Deodoro, no segundo andar do prédio de número 1.401. No local, onde trabalhava na lapidação de diamantes há mais de 20 anos, a vítima comercializava ouro e pedras preciosas. Apesar de ainda não haver a informação sobre o que teria sido roubado, a polícia investiga o crime de latrocínio (matar para roubar).
O corpo do ourives foi encontrado por volta das 2 horas da madrugada de ontem. O filho da vítima esteve na porta do escritório do pai e constatou que ela estava trancada, mas a janela lateral do estabelecimento ainda permanecia aberta. Acreditando que seu pai pudesse ter passado mal, o rapaz ligou para o Corpo de Bombeiros. “Recebemos a informação dos familiares e entramos pela janela usando escada. Nos deparamos com a vítima caída dentro do escritório, sem vida e com muito sangue ao redor”, disse o soldado Bueno, do Corpo de Bombeiros.
A Polícia Militar foi informada sobre o ocorrido. Um chaveiro foi acionado para que os policiais pudessem entrar na sala. No local, constataram que Giovanni Di Gianni apresentava um corte profundo na cabeça provocado por algum tipo de objeto contundente, que não foi encontrado no local. Os policiais informaram que o ourives pode ter sido assassinado entre as 14 e 16 horas de quarta-feira. Peritos que analisaram a cena do crime e chegaram à conclusão analisando o estado de rigidez cadavérica do corpo e pela quantidade de sangue coagulado em torno da vítima.
Giovanni foi visto pela família pela última vez por volta das 13 horas. Ele havia almoçado com sua mulher, a funcionária pública aposentada Vitalina Maria Pereira Di Gianni, e combinado com ela que iriam fazer compras para a ceia de Natal. “Minha sogra foi ao escritório dele às 18 horas, bateu e chamou algumas vezes. A porta estava trancada. Ela nem imaginava que poderia ter ocorrido a tragédia. Voltou para casa e ficou esperando. Como já estava tarde e meu sogro não retornava, ela falou para o filho dela procurá-lo no escritório. Foi aí que descobriram que haviam matado meu sogro”, disse o genro da vítima, Paulo Alberto Ferreira.
Não havia sinais de arrombamento na sala onde funciona a oficina do ourives. No local, segundo a polícia, algumas peças em prata permaneceram sem serem mexidas. No bolso da calça da vítima havia cerca de R$ 3 mil e algumas pedras de diamantes. “Não levaram nada dele pelo que fiquei informado. Acho que mataram meu sogro com uma pedra. A cabeça dele estava com ferimento profundo. Ele lapidava pedras grandes ornamentais e acredito que usaram de uma delas para cometer esta crueldade”, disse Ferreira.
A polícia, porém, afirma não ser possível dizer o que teria sido usado como arma do crime. Peritos do Instituto de Criminalística realizaram testes com luminol - substância utilizada pela polícia para rastrear vestígios de sangue - na cena do assassinato, mas não descobriu outras marcas no local que não a poça sob a cabeça do ourives.
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