Câmara fará extraordinária hoje para conceder abono aos servidores
Os vereadores vão acordar cedo hoje. Tem sessão extraordinária marcada para 8 horas. Ausência implica em desconto nos salários. Não há motivos para faltas. A reunião é daquelas que todos gostam de participar. É uma boa oportunidade para fazer média. A pauta prevê a votação de apenas dois projetos, ambos para conceder abonos. Difícil acreditar que alguém vote contra.
A primeira proposta a ser analisada é a de autoria do prefeito Sidnei Rocha (PSDB), concedendo abono salarial de R$ 1 mil, não incorporável, aos servidores. Segundo o prefeito, é reconhecimento ao esforço que todos fizeram para ajudar a administração.
O agrado vai custar R$ 3,8 milhões e será pago com recursos de sobra de caixa. Serão beneficiados 3.883 funcionários da ativa, inclusive, 86 ocupantes de cargos em comissão. O prefeito, o vice e os presidentes da Emdef e Feac não terão direito.
Para não ficar atrás e também permitir um Natal mais gordo aos funcionários da Câmara, o presidente Marco Garcia (PPS) apresentou um projeto para conceder abono semelhante. Na justificativa, ele diz que é uma ação da administração pela relevante integração do quadro de servidores que desempenhou seus serviços com probidade e eficiência. O prêmio custará R$ 31 mil e será concedido aos concursados e comissionados, como os assessores parlamentares. Os vereadores estão fora.
SERVIDOR DEMITIDO
O presidente eleito da Câmara, Válter Gomes (PSB), disse em entrevista à Rádio Difusora, ontem, que a demissão do diretor administrativo, Afonso Teodoro de Souza Filho, foi uma decisão precipitada e desproporcional. Afirmou que a medida extrema se justificaria em caso de corrupção. Afonso foi demitido há uma semana pelo presidente Marco Garcia (PPS), acusado de reter documentos e não fazer a avaliação interna que impediu a promoção do funcionário José Carlos Granzotti, seu desafeto declarado. Gomes, que tomará posse automaticamente na virada do ano, prometeu analisar a questão interna com equilíbrio. Se constatar que houve excesso ou irregularidade, deverá reintegrar o servidor, cotado para ser seu diretor-geral.
DOSSIÊ
Está circulando no meio político cópia do resultado de sindicância interna aberta pela corregedoria da Câmara, ano passado, para apurar a conduta de Afonso Teodoro em outro conflito interno. Após meses de investigação que resultaram até na apreensão e perícia do computador do diretor, os integrantes da comissão concluíram, entre outras acusações, que Afonso teria sido o responsável por desgastar a imagem da Câmara, que possuía agravantes de conduta desabonadora e que teria extraviado e sonegado documentos públicos. “A improbidade e demais infrações ressaltam, cristalinamente, de forma que as punições são absolutamente necessárias e devem ser exemplares, ainda mais quando se busca o resgate da seriedade com o trato da coisa pública”, diz parte do relatório final assinado por três vereadores, entre eles, Válter Gomes. O caso em questão foi arquivado.
REPASSE MILIONÁRIO
A sessão de hoje da Câmara não será a última do ano. Nova extraordinária será convocada para segunda-feira. Um dia após o Natal os vereadores vão votar projeto de autoria do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) que autoriza um repasse de R$ 17,4 milhões para creches e entidades assistenciais.
PROFESSOR JERÔNIMO
O secretário municipal de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto, elaborou um manual sobre restrições impostas pelas leis Eleitoral e de Responsabilidade Fiscal que devem ser seguidas durante o último ano dos atuais mandatos. As orientações estão sendo passadas para os cerca de 228 servidores que ocupam cargo de chefia no governo. O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) recebeu cópia da cartilha, que também será distribuída aos vereadores.
UNGIDO PELO BALEIA
O PMDB, que não conquista a Prefeitura de Franca há 20 anos, está se movimentando para disputar a sucessão municipal do ano que vem. O partido afirma ser indiscutível que terá candidatura própria. Dois nomes são cogitados internamente. Um, o do delegado seccional, Marcelo Caleiro, que tem a simpatia do presidente do diretório municipal, Fábio Liporoni. O outro é o do vice-prefeito de 1988, empresário João Rocha, que afirma ter o apoio incondicional do deputado Baleia Rossi, presidente do diretório estadual. “Nosso grupo só veio para o PMDB para eu ser o candidato.” O slogan já está pronto: “A novidade com confiança”.
PADRINHO CHIACHIRI
João Rocha, empresário da construção civil, conta com o inusitado apoio do historiador José Chiachiri filho, filiado ao PV: “Sou o obstetra político do João Rocha”. Com nome de mais para vaga de menos, o PMDB ainda não decidiu como definirá seu candidato, se por prévias ou por imposição de Baleia Rossi.
PIADA PRONTA
O projeto que permitia a vereador abster-se caso não quisesse participar de uma votação, deveria ter sido votado terça-feira. Foi adiado. É que o autor da proposta, Vanderlei Martins Tristão (PTB), não foi à sessão.
Edson Arantes
Jornalista – edson@comerciodafranca.com.br
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