Escola de excelência


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Quando analisamos a educação no Brasil, a primeira opinião que se tem é a de que a educação pública está um caos. Professores despreparados, escolas precárias, falta de organização administrativa dentre tantos outros itens levantados.

Tem-se a idéia de que a escola particular oferece o melhor ensino, por isso, muitos pais da classe média se esforçam demasiadamente para oferecer esse ensino de ‘excelência’ aos seus amados filhos.

Ledo engano. Se analisarmos detalhadamente e estabelecermos relações entre a proposta do ensino das escolas públicas e das particulares, veremos que não há tanta discrepância assim. Pelo contrário, hoje o governo estadual tem se preocupado muito com a melhoria da escola pública. Muitos investimentos já foram feitos e serão, em breve, alcançados.

Há na cúpula do Ministério da Educação, especialistas, mestres e doutores em áreas específicas para pensar, administrar e construir essa escola tão almejada pela população. Muitas bolsas e cursos são oferecidos para que docentes da rede pública continuem seus estudos e, para isso, o professor não pode se desligar da escola por um período, a fim de que possa aplicar e divulgar os conhecimentos adquiridos a toda a sociedade.

Há também a preocupação de formar equipes permanentes no processo de ensino-aprendizagem, tanto que em breve teremos, na escola pública, professores em regime integral, conciliando aulas com desenvolvimento de projetos.

Estudos comprovam que em qualquer área do conhecimento, a atualização e a formação continuada é o caminho para o desenvolvimento intelectual, e um professor dotado de conhecimento contribui efetivamente para uma escola de qualidade e de resultados. É com esse princípio que a escola pública está avançando progressivamente para o seu desenvolvimento.

Enquanto isso, muitas escolas particulares têm administradores despreparados, desinformados e pouco qualificados. Como investir em uma boa educação se possuem visões limitadas e retrógradas? O que adianta essas escolas investirem em tecnologia, com aparelhos, lousas digitais e programas virtuais, se não tiverem docente preparados, qualificados e aptos a preparar realmente a criança e o adolescente para pensar e construir conhecimento no século XXI?

Para comprovar tal posicionamento, convido-os a observar os resultados de exames nacionais. A escola particular se destaca sim, mas não em porcentagens relevantes.

Então, a vocês, pais, em 2012, observem, analisem, manifestem-se, exijam uma escola de excelência para seus filhos.

Seja ela pública ou privada, pois isso é um direito de todos.

Marilurdes Cruz Borges
Doutoranda em Linguística e Língua Portuguesa; docente da Universidade de Franca

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