No Natal, vamos celebrar o nascimento do Salvador. Jesus está chegando!
Hoje é o último domingo do Advento. Meditamos sobre a anunciação do Senhor, conforme relata o evangelho de Lucas. Jesus é concebido no seio de Maria, camponesa de uma pequena cidade sem importância de uma região marginalizada: Nazaré da Galiléia.
José é da descendência de Davi que foi escolhido por Deus para pastorear o povo. Em Maria, o Espírito Santo, encontra a acolhida necessária para gerar o Filho de Deus. Muito perto do Santo Natal é necessário pedir a mesma disposição de Maria, a mãe de Jesus e nossa, para acolher o Salvador e dizer-lhe com o coração e a vida que somos os servos e as servas do Senhor!
PRIMEIRA LEITURA
Do IIº Livro de Samuel, 7. Quando começa a envelhecer, Davi se dá conta que a situação política do grande reino, que à custa de tanto sangue ele construiu, não é, de forma alguma, estável. Há hostilidades dos povos vizinhos, rivalidades muito fortes entre as diversas tribos e, sobretudo, rixas entre seus numerosos filhos (teve mulheres demais!). Talvez, por causa das violências cometidas, durante os últimos anos de sua vida Davi alimenta a idéia de construir um templo para o Senhor. Expõe sua ideia ao profeta Natã e expõe seu projeto, que aprova, mas compreende que Deus não quer que seja Davi quem deva construir o templo, mas sim, o filho Salomão. Diz a ele: “Não serás tu quem construirá uma casa para Deus, mas será Deus quem construirá uma casa estável, sólida e eterna para ti”. E garante: “teu sucessor será alguém da tua família, um filho teu, e a tua dinastia durará para sempre”.
No entanto, num trágico dia do mês de julho de 587 a. C., os babilônios acabaram com a dinastia de Davi. A realização da profecia, no entanto, foi muito superior a tudo aquilo que Davi podia esperar e a tudo que Natã sonhava, ao pensar em um reino terreno: Deus deu a Davi um descendente destinado a reinar para sempre: Jesus, o filho de Maria. Deus, portanto, responde indo sempre além de nossas expectativas. Ouve as nossas orações e as atende... mas à sua maneira.
SEGUNDA LEITA
Carta aos Romanos, 16. Paulo encerra sua carta aos Romanos com um solene hino de louvor, expressão de fé e de louvor das comunidades cristãs primitivas, maravilhadas com a bondade divina revelada pela encarnação de Jesus Cristo. Jesus Cristo é a revelação do mistério de Deus, “envolvido em silêncio desde os séculos eternos”. O Messias é o dom de Deus para a salvação universal. A compreensão verdadeira da pessoa e da obra redentora de Jesus Cristo não se dá meramente pelo esforço humano, tanto de quem anuncia como de quem ouve, e sim pela ação do Espírito Santo.
EVANGELHO
Lucas é o evangelista dos pobres. Desde a primeira página do seu livro, sublinha que as escolhas de Deus são para os últimos da terra. É Ele que transforma todos os desertos em jardins e os jardins em florestas, como mostrou, tornando fecundo o seio “desértico” de uma virgem. No Filho de Maria, se realizam todas as profecias: a virgem concebeu como Isaias anunciou e Deus se fez presente como salvador do seu povo em Maria, identificada como filha de Sion, da qual falou Sofonias. Na Bíblia, quando Deus dirige uma mensagem a alguém, geralmente o chama pelo nome. O nome de Maria é substituído pelo de “amada por Deus”. Quando Deus muda o nome de uma pessoa, quer dizer que confia uma missão especial. A missão de Maria é a de proclamar a todos o que é que permite realizar o amor de Deus, esperança para todos os pobres. Depois da saudação o anjo anuncia a Maria o nascimento de um filho, ao qual “o Senhor Deus dará o trono de Davi, seu pai, e reinará para sempre sobre a casa de Jacó e o seu reino não terá fim”. Nunca esqueçamos isto: ele é o único Messias, outro não virá, ninguém o poderá substituir.
À objeção de Maria o anjo responde: “A força do Altíssimo te cobrirá com sua sombra”. Ao afirmar que sobre Maria pousou a sombra do Altíssimo, Lucas nos quer dizer que nela estava presente o próprio Deus. Lembremo-nos: para Deus “nada é impossível”. Ele costuma começar suas obras-primas onde encontra maior pobreza, maior miséria.
NATAL NA CATEDRAL
• 22 de dezembro, 20h - Orquestra Sinfônica e Coral
• 24 de dezembro, 21h - Missa do Galo
• 25 de dezembro, 7h, 9h, 10h30, 17h e 19h - Missas solenes
José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br
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