Trafegar pelas ruas de Franca sem ter que desviar dos buracos tem se tornado uma tarefa cada vez mais difícil. Jardim Noêmia, São Joaquim e Jardim Portinari são alguns dos bairros visitados pelo Comércio para ver de perto o motivo do aumento nas reclamações de moradores que utilizam vias. Segundo o presidente da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), João Marcos Rodrigues, as chuvas - mais frequentes nesta época do ano - contribuem para a formação de novos buracos, para o crescimento dos que já existiam e ainda atrapalham o trabalho de tapa-buracos.
Na Avenida Chafic Facury, buracos no asfalto estão colocando em risco a vida das pessoas que passam na altura da Rua Anthero Carvalho, no Parque Santa Hilda. “Esses buracos só aumentam. Eles ficam num lugar perigoso, no baixadão da descida. Já vi carro estourar dois pneus de uma vez. Até bicicleta já vi cair aí”, disse o instalador de painéis João Paulo de Castro, de 26 anos. História confirmada pelo borracheiro Amadeu Venâncio, há 21 anos trabalhando na mesma avenida. “Tenho consertado muitas rodas. Algumas dão até perda total.”
Na mesma área, o cortador de sapato Marco André Rigo, 42 anos, também reclama de três buracos no cruzamento das ruas Augusto Cunha Coelho e Pedro Monteiro Paes Leme, que ficam cada vez maiores. “Eles remendam, mas chove e o buraco volta. A solução seria recapear a rua toda”, disse o morador.
Outro local onde os moradores estão acompanhando a aumento dos buracos é no Jardim Portinari. O marceneiro Miguel Granzotti, de 46 anos, brinca que a única forma de trafegar pela Rua Maria do Carmo Teodoro da Silva é de avião ou trator. “A prefeitura só cuida das ruas do centro. A periferia também paga imposto”, disse ele.
A secretária de Urbanismo e Habitação, Valéria Marson, garantiu que os bairros mais afastados do Centro também estão recebendo o recapeamento. “De acordo com o cronograma da Secretaria, as equipes estão no Jardim Paulista e, em seguida, farão Betânia e Boa Esperança.” Sobre as operações tapa-buracos, a secretária disse contar com quatro grupos trabalhando em diferentes regiões da cidade, quase sempre na periferia. “Eles raramente vão ao Centro. Na semana passada, estiveram no Brasilândia, Portinari e Horto. Fazemos os remendos asfálticos de acordo com as reclamações da população, por isso é importante que ela nos informe onde há problemas’, disse.
Informado sobre as reclamações, o presidente da Emdef também informou que foi intensificado o trabalho para resolver o problema dos buracos na cidade e minimizar os transtornos. Entretanto, segundo ele, o ritmo é mais lento em dias de chuva. “Contamos com a colaboração de todos, para nos avisar dos problemas pelo telefone 3707-1300”, disse.
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