Boa notícia


| Tempo de leitura: 3 min

A NASA, agência americana para a pesquisa espacial, anunciou a descoberta de um planeta que, obviamente, orbitando uma estrela, forma um sistema semelhante ao solar. Possuindo duas vezes o tamanho da Terra, segundo dados iniciais, poderia abrigar vida física como a nossa. Muitas pesquisas ainda serão feitas para chegar-se a novas conclusões, sobretudo sob a expectativa de existência de água no estado líquido, na superfície ou no subsolo daquele orbe, batizado de Kepler-2, numa evidente homenagem ao grande astrônomo enunciador das leis da mecânica celeste.

A notícia é auspiciosa, cabendo-nos acompanhar pelos meios de comunicação novas pesquisas, assistidos pela confortadora convicção de existência de vida extraterrestre. Confirmada oficialmente, isto é, do ponto de vista da ortodoxia científica, a existência de vida em outro planeta representará contrariedade ao que está contido na Bíblia, sobretudo no livro do Gênesis?

Conquanto não sejamos exegetas, e, segundo dizem os entendidos, a Bíblia comporta quatro níveis de interpretação, sendo o mais hermético, a Cabala. Dentro dos seus conceitos, podemos deduzir que a descoberta não nega o que está contido no primeiro livro. Entendemos que as revelações apresentadas a Moisés tratam da Terra e não de todo o universo, cumprindo-nos observar o imperativo de que a designação ‘criação divina’ refere-se ao todo universal. Com efeito, o fato de haver outros planetas habitados não significa que, por isso, Deus seja menor.

A descoberta só vem ampliar o conceito de Deus, mostrando-o infinitamente superior ao que, até agora, poderíamos supor. Se o planeta for habitado, confirmar-se-á a grandeza da Criação, coerente, porquanto, com as palavras de Jesus: ‘Há muitas moradas na Casa do Pai’. Acrescentará o Espiritismo: ‘moradas materiais e moradas espirituais’, tudo obra da Suprema Sabedoria, corolário da infinita misericórdia do Criador. Por isso, a probabilidade da vida em outros planetas é uma convicção dos espíritas, cuja confirmação científica só se retarda em virtude de a ciência desenvolver suas pesquisas estritamente no campo da realidade material. Por isso, até agora não pôde confirmar a vida física em outros orbes, assim como demorará descobrir que há também vida vibrando em outras dimensões, assim como, no estreito âmbito do nosso planeta, há vidas peculiaríssimas tanto nas profundezas dos mares, quanto nos altos cumes, onde a respiração é impossível ao homem.

Vê-se que tudo caminha no rumo da sublimada perfeição, cantando a maravilha da Criação. Poderíamos, poeticamente, dizer que a criação é uma imensa sinfonia regida pelo Amor Divino. Tudo na mais perfeita harmonia.

Não seria a Terra – um simples grão de areia na imensidão – a ter o privilégio da habitação de seres vivos, idéia que atentaria contra a Sabedoria Divina, que não faria a imensidão infinita apenas para a satisfação do homem terráqueo que, na sua paupérrima apreciação, não vê nada além dos seus estreitos limites, não se beneficiando senão do quanto alcança do zimbório que se lhe mostra estrelado. Tudo, na Providência e na Previdência Divinas, tem uma finalidade. A dos planetas é receber as humanidades (físicas e espirituais) em marcha para Deus!

Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários