Quem exercita o olhar ou atenta o ouvido, deve ter percebido: as feras humanas estão se soltando
Os casos estão ai, aqui, lá e acolá. O jovem de 19 anos encontrou a jovem de 13, e, modernidade pura, levou-a para morar com ele. Ela foi. Vez em sempre, a agredia. Em casa de seus pais a menor não pestanejava quando era cobrada: “o que é isso, vocês não sabem de nada”. Falava e corria para seu “amor”. Apanhava de novo mas não via problema. Deu no que deu. O rapaz, finalmente largado pela jovem bonita e vaidosa, foi atrás dela, matou-a, à sua avó, atirou em seu pai e, na sequência, deu fim à sua vida. Anote ai: “meu pai é vacilão”.
Agora, pense no trânsito. Experimente pedir passagem a alguém que anda a 10 km por hora em avenidas de trânsito rápido. Se o cara não se agradar, pode investir em você com o que tiver à mão. Se for um pedaço de pau ou um revólver, azar o seu. A pessoa educada e, aparentemente, equilibrada, de repente destrambelha, fica cega, surda, e põe prá quebrar, como dizem por aí. A ‘lição’ é: “não leve desaforos para casa”.
Leia alguns dos comentários que este GCN recebe no dia a dia, disponíveis nas “mais comentadas”, ou “mais lidas” do portal GCN.net.br. Impressiona a capacidade que as pessoas têm de perder a compostura quando se julgam “ameaçadas” por ponto de vista diferente. E olhem que palavrões, denúncias, imputações de crimes e ameaças gratuitas, limpamos dos textos.
Como editor de Opinião desta casa convivo com comentaristas contumazes. Até aqui, sempre educada e polidamente, ofereceram críticas e sugestões e emprenderam debates não apenas conosco, mas também, entre si. De um tempo para cá, alguns, contestados em seus pontos de vistas por outros internautas, iniciarem guerras. São demonstrações, em texto, da impaciência que grassa neste mundo.
Não restam dúvidas: o mundo moderno, livre e solto estimula a liberação dos bichos interiores que, por evolução, domamos e mantivemos sob amarras das regras de comportamento e convivência. Os limites da paciência se estreitaram. Robert Louis Stevenson – autor de “O Médico e o Monstro” – disse que Jeckills e Hydes sempre estarão por ai, um espreitando o outro. E ambos, espreitando a humanidade. A frase é “parece irreversível”.
HENRIQUE ANAWATE
Irmão de Walter (por muitos anos diretor jurídico da Prefeitura de Franca, ex-professor da Faculdade Municipal de Direito e advogado atuante que me ofereceu o primeiro emprego) e Elias (um dos diretores da antiga Casa Syria), Henrique Anawate morreu em Porto Alegre, aos 87 anos, dia 19 do mês passado. Era filho de Gabriel Anawate, também sócio da Casa Syria. Formou-se em engenharia de minas e metalurgia pela Politécnica da USP. Pós-graduou-se em administração de empresas pela Universidade Federal gaúcha. Foi Secretário de Energia, Minas, Comunicações e de Transportes daquele Estado. Deixou, viúva, Maria de Abreu Anawate, com quem foi casado por 55 anos. Teve 4 filhos ( Ricardo, Maria Cecília, Arthur Henrique e Duse Helena) e 11 netos. Recebi a informação dos amigos Dagher Abdala e Valdes Rodrigues. Apresento pêsames à tradicional família francana.
PRACUCH
Zdenek Pracuch está em sua casa de Itajubá, recuperando-se de cirurgia realizada no Hospital Regional de Franca. Perguntei-lhe se queria um tempo sem escrever para preparar-se a enfrentar aplicações de quimio e radioterapia pelas quais terá de passar, e ele, determinado como sempre, não deixou dúvida: “não, não. Continuarei escrevendo. Impus-me não parar como parte de meu tratamento”. O quase menino de 84 anos que acaba de completar 70 de dedicação ao setor calçadista em vários países do mundo, continua dando lições de superação, trabalho e ensino. Suas próximas colunas falarão sobre “Gestão de Custos”, tema que, recorrentemente, aparece nas comunicações de seus leitores.
TIAGO BACHUR
Advogado, professor universitário e articulista de Previdência Social que publico habitualmente às sextas-feiras neste Comércio, Tiago Bachur casa-se hoje, 17 horas. Gostaria de abraçá-lo pessoalmente, e à sua noiva, bem como a seus pais Nadim e Wilma, mas o jornalismo não permite muito tempo à vida pessoal. Cumprimento-os daqui, então.
RICARDO PROBST
O ala-pivô Ricardo Probst, do basquete, estava em compras em varejão da Avenida Major Nicácio. Acabara de conquistar no dia anterior uma vitória depois de seis acachapantes derrotas consecutivas. Cumprimentei-o e perguntei: ‘daqui para a frente o caminho será plano?” Educadamente, sem saber com quem falava – o que demonstra, sem dúvida, a educação com a qual conversa com quem o aborda – não pestanejou: “temos tido problemas sim. Não tem sido fácil já que nosso grupo de trabalho se desmancha e é preciso reconstruir”. Em poucas palavras Ricardo – que o narrador da Difusora, Alex Henrique, tem chamado de “coração de leão” em respeito à garra e raça com que se dedica às partidas – matou a charada. Não dá para enturmar times vencedores se os personagens mudam tanto... Então, concluo, de novo: o clube não planeja. E se não planeja, rui.
CONSELHO DE LEITORES DO GCN
Meia-noite de amanhã acaba o prazo para inscrição de candidatos ao Conselho de Leitores deste GCN. Buscamos gente que se interessa pelo trabalho jornalístico desenvolvido por este Comércio, pela Rádio Difusora, revistas Se Liga, Morar, Casar, Aniversário de Franca e Top Franca; além, é evidente, do portal GCN.net. Garante-se a oportunidade de crítica construtiva. Quem é escolhido passa a receber diariamente, em casa, as edições do jornal, e tem livre acesso ao portal. Além disso, como representante de parte de nosso universo de consumidores de informações, ganha o direito de falar livre e abertamente à direção do GCN. O link de inscrição está no portal: www.gcn.net.br.
Luiz Neto
Jornalista, editor de Opinião do Comércio - luizneto@comerciodafranca.com.br
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