Guerra contra as estrias: técnicas prometem amenizar esse problema


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Estrias atingem 60% das mulheres e 40% dos homens
Estrias atingem 60% das mulheres e 40% dos homens

Conhecer o inimigo é uma das mais antigas e eficazes estratégias de guerra. Saber como ele atua é o primeiro passo para descobrir como combatê-lo e, pensando nisso, o Se Liga resolveu expor um inimigo que atinge 60% das mulheres e 40% dos homens. As estrias.

Essas listras indesejadas que se alojam em nossos corpos aparecem da noite para o dia e, apesar dos fatores para o seu surgimento serem muitos, a causa é uma só: o estiramento excessivo e rápido das fibras elásticas da pele, que provoca o rompimento da derme (camada mais profunda da pele).

Assim que esse rompimento acontece, o sangue dos vasos capilares se espalha e o temido vergão avermelhado aparece. Ao tentar reagir a esta ação, o organismo acaba alongando, aprofundando e arroxeando o hematoma.

Os fatores que causam esse processo podem ser: o crescimento rápido na puberdade, a alteração repentina no peso, gravidez ou mesmo a hereditariedade. Isabel Cristina Natal, esteticista há 20 anos, revelou outros fatores que concorrem para o surgimento das estrias. “Elas podem ser desencadeadas por vários fatores, todos, em última análise concorrendo para a fragmentação das fibras elásticas e colágenas. Entre eles, destacam-se a obesidade, corticoides, sedentarismo, exercícios físicos e/ou complementos nutricionais”.

Sim você leu bem. Mesmo sendo antagônicos, exercícios físicos e sedentarismo podem ocasionar as fissuras. Mas nem tudo está perdido! A procura imediata por um dermatologista pode reverter em até 100% os danos, como explicou mais uma vez Isabel. “Quando recém rompida a reversão pode chegar a 100%. Neste caso elas estão vermelhas e acabaram de acontecer. Quando branca a resposta é de 40 a 50%”. O tempo médio para se tornar esbranquiçada é de um a dois anos.

Agora que traçamos o perfil do inimigo, vamos ao combate. Tratamentos dermatológicos melhoram o aspecto das estrias e, de acordo com Isabel, podem ser indicados por um dermatologista ou pelo próprio esteticista. “Existe o tratamento em cabine, que é o procedimento realizado pela clínica e o tratamento indicado pelo médico. Os dois são totalmente diferentes; em cabine o profissional aplica o procedimento com a associação de várias técnicas. Quando um dermatologista prescreve o tratamento este é feito pelo cliente em casa”.

A esteticista revelou ainda que o peeling -diamantado, de cristal e químico - e a ponturação são tratamentos comumente usados pelas clínicas. O carboxi e eletrolifting devem ser realizados apenas por dermatologistas, por se tratar de procedimentos mais invasivos, profundos. O valor médio da sessão clínica, segundo Isabel, é de R$ 150 e o número de sessões é variável em cada caso.

A MELHOR DEFESA É O ATAQUE
A prevenção é a melhor arma contra as estrias. Manter-se hidratado, massagear as áreas mais propensas ao surgimento (barriga, nádegas, seios, culotes e coxas) com cremes e óleos, evitar oscilações no peso e roupas apertadas, ativar a circulação da pele -jatos de ducha alternados entre quente e frio é uma solução prática- são dicas para o combate.

A AUTOESTIMA
O fator que torna o inimigo tão terrível é o prejuízo trazido à autoestima e, ao que parece, as mulheres são as mais afetadas neste quesito. Fala-se muito hoje em dia, na ditadura da moda, na busca pelo corpo perfeito e nos efeitos que este ideal pode causar na saúde física e psicológica das pessoas. Para testar a teoria de que as mulheres sofrem mais com o problema, o Se Liga ouviu ambas as partes sobre o que pensam sobre o assunto. Confira ao lado.

O que elas pensam que eles pensam:

“Acho que eu me incomodo mais que meu namorado. Ele nunca falou nada, mas acho que no fundo ele repara”
D.O, vendedora, 25 anos

“Eles dizem que não, mas aposto que comentam sobre o assunto em rodinhas de boteco”
E.M, estudante, 19 anos

“Seria muita sacanagem se reparassem. Se a mulher faz plástica dos fios, uma californiana ou até pinta o cabelo de azul, eles não reparam, imagina se vão ficar contando ‘listrinhas’ pelo corpo”
P.J.O, enfermeira, 25 anos

“Ah, eles comentam sim. Ficam analisando o corpo como se fosse uma peça no açougue. Mesmo assim, acho que entre as mulheres é pior; a gente fica procurando defeitos nas outras para comparar com os nossos”
T.E, estudante, 23 anos

“Depende da ‘frescura’ do homem. Acho que deva ter caras por aí que rejeitem uma mulher por causa de estria, sim. Como se homens também não tivessem”
E.B, secretária, 32 anos

O que eles pensam:

“Para mim é como o cabelo. Eu prefiro longo, mas se for curto, não interfere em nada; quer dizer, ou prefiro sem, mas tudo bem se tiver”
J.C, recepcionista, 26 anos

“Realmente não ligo. Fisicamente falando, costumo reparar em outras coisas e medidas”
F.J, policial, 20 anos

“Depende. Às vezes não tem como não reparar. Mesmo não curtindo, não deixaria uma oportunidade ou pessoa passar só por esse fator”
T.B, analista de sistemas, 32 anos

“Não sei. Nunca parei para pensar nisso, mas sei lá, pode ser que corte o clima na hora ‘H’, ou não. Realmente não sei”
E.F, blogueiro, 18 anos

“Não vejo problema nisso, acho algo natural. Não atrapalha em nada”
T.G, estudante, 26 anos

“Vocês (mulheres) é que se preocupam com isso. Acho que nenhum homem se importe ou incomode de verdade com estrias. Eu tenho e não acho nada demais”
P.L, auxiliar administrativo, 33 anos 

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