Tragédia no Jardim Portinari deixou três mortos


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Chinelos com marcas de sangue são vistos na entrada da casa onde ocorreu a tragédia que terminou com três mortos
Chinelos com marcas de sangue são vistos na entrada da casa onde ocorreu a tragédia que terminou com três mortos

O crime que terminou com a morte de três pessoas aconteceu na Rua Régis Simaro, número 1.325, no Jardim Portinari. A tragédia ocorreu no dia 9 de dezembro, por volta das 10 horas. O sapateiro Thayron Herivélton Ribeiro da Silva, 19, estava inconformado com o fim do namoro com Eloísa Cristina Francisco, 14. Os dois ficaram juntos por cerca de sete meses e a jovem havia terminado o relacionamento fazia menos de um mês. Thayron prometeu se vingar e ameaçou de morte Eloísa e os familiares, que eram contra o namoro.

Na sexta-feira passada, o jovem foi até a casa da família da garota, que morava no mesmo bairro que ele, e disse que queria se desculpar por tê-la agredido no dia 3 de dezembro. Conseguiu entrar na casa e depois de conversar menos de dez minutos com a ex-namorada cometeu o crime armado com um revólver calibre 38.

Eloísa foi morta no sofá da sala com três tiros: na cabeça, no peito e na barriga. A avó dela, a dona de casa Euripa das Graças Borges, 57, foi atingida com dois disparos: na barriga e no peito. Ela também morreu na sala, de joelhos, abraçada sobre o corpo da neta no sofá. Luciano, pai de Eloísa, foi baleado três vezes, no braço, barriga e garganta. Thayron se matou com um tiro na boca, usando a mesma arma, que recarregou dentro da casa.

Duas irmãs de Eloísa, Ellen, 15, e Lara, 10, estavam no quarto quando ouviram os tiros dentro da residência. As duas conseguiram ficar escondidas trancadas no cômodo para se protegerem de Thayron e se salvaram.

Eloísa morreu no dia do aniversário da sua mãe, Tatiana Retucci, 32. “Tenho cinco filhas e nunca pensei que alguma ia morrer antes de mim. Pensei que eu morreria antes de todas elas. É um dor muito grande”, disse ela.
 

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