Uma briga entre amigas, que acabou na tortura e morte de um filhote de gato, levou a acusada a pagar sentença de 168 dias de prisão por causar sofrimento desnecessário ao animal. O fato aconteceu na cidade de Torquay (condado de Devon, no sul da Inglaterra), em fevereiro de 2010. O caso foi levado à Justiça e essa semana foi anunciada a condenação.
De acordo com a BBC Brasil, a britânica Gina Robins, 31 anos, teria colocado o gato dentro do micro-ondas para se “vingar” da dona do animal, Sarah Knutton, que teria denunciado um ex-namorado dela à polícia.
Gina teria ido à casa de Sarah para tentar uma reconciliação e, na ocasião, pedir o micro-ondas emprestado para aquecer a comida do filho recém-nascido. Em vez disso, ela teria pego o animal de estimação e colocado dentro do aparelho.
A acusada se defende alegando que o filhote entrou sozinho e que outros gatos teriam conseguido fechar a porta e acionar o micro-ondas. Em sua versão, ao brigarem próximo ao balcão onde estava o aparelho um deles (dos gatos) teria esbarrado no botão que liga o aparelho.
Sarah disse aos juízes que estava sentada em sua sala quando começou a ouvir um "barulho alto de algo espocando" e, depois, um "grito alto de terror". Ainda na descrição da dona do gato, Gina agiu friamente e não derramou uma lágrima durante o acontecido. "Ela só ficou olhando para mim e não disse nada sobre o incidente", afirmou.
"Nós vimos pouco remorso pela morte do filhote ou pelo trauma causado à sua ex-amiga, a senhorita Knutton", disse a juíza Liz Clyne, que presidiu o julgamento.
Gina também está proibida pela Justiça de manter animais domésticos por dez anos.
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