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Prefeitura desiste de comprar prédio para construir creche

Não haverá mais negociação. Após a proposta ter sido rejeitada na segunda-feira, a Prefeitura desistiu de enviar novamente para a Câmara o projeto de lei que autoriza o município a comprar o prédio do antigo calçados Charm, na Avenida Presidente Vargas. O município pretendia investir R$ 6,7 milhões no imóvel para construir uma creche no local com capacidade de atender mais de 200 crianças.

A compra por parte da Prefeitura dependia de autorização dos vereadores. O bloco de oposição posicionou-se contra sob a justificativa de que, com o dinheiro, seria possível construir pelo menos três creches na periferia. “A Prefeitura é uma ótima arrecadadora, mas uma péssima gastadora”, chegou a dizer Vanderlei Tristão (PTB).

Dos dez votos necessários, o Executivo obteve nove. Havia a expectativa de que o Prefeito voltasse a encaminhar o projeto para nova votação. Esta possibilidade foi descartada ontem por Sidnei Rocha. “O alto da Cidade Nova, o Jardim Petráglia, o Brasilândia, toda aquela região da cidade perdeu uma creche para 300, 400 crianças. Quatro ou cinco vereadores tomaram esta posição e a creche está perdida”, afirmou.

O prefeito disse que lavou as mãos e que os cinco vereadores que votaram contra – Graciela Ambrósio (PP), Paulo Afonso (PT), Silas Cuba (PT), Pastor Otávio (PTB) e Vanderlei Tristão (PTB) – que se expliquem à população. “Não tem que fazer discursinho lá em plenário e, depois, ficar escondido. Poucos vereadores derrubaram uma creche para 300, 400 crianças. A creche ficou perdida, é história já.”

COMPRA-SE
Sidnei ironizou os vereadores que disseram ser possível fazer uma creche por R$ 1 milhão. Afirmou que, se aparecer alguma por este preço, ele compra. “Compro por R$ 1,5 milhão. Dou R$ 500 mil de lucro. Isso, não existe. Quando um vereador diz que faz uma creche com R$ 1 milhão, ele está falando bobagem.”

PERDÃO
Aparentando não ter se frustrado com a rejeição do projeto, o Prefeito evitou, durante entrevista coletiva, fazer críticas aos vereadores da bancada governista que tiveram participação decisiva na derrota. “Compreendo a ausência do Rui. Foi uma sessão extraordinária e ele tinha um compromisso sério agendado fora anteriormente. Ficou o quanto deu, mas a sessão atrasou. Não o censuro de jeito nenhum.” Sobre o Pastor Otávio, as palavras foram menos dóceis. “O Pastor, inexplicavelmente, votou contra, mas é uma opção dele. Como é a opção de quem faz a oposição teimosa. Não faço censura. Quem vai avaliar é a população.”

VALÉRIA FEST
A secretária de Urbanismo, Valéria Marson, reuniu os cerca de 70 funcionários da pasta, acompanhados dos familiares, para uma festa de confraternização que rolou em um bar da cidade terça-feira à noite. “Precisamos trabalhar muito, mas também comemorar as conquistas do dia a dia. E, claro, as conquistas só aparecem quando trabalhamos em equipe e focados no mesmo objetivo. Então, vamos comemorar!” O também prefeitável, Sebastião Ananias, passou por lá. Tido como “pão duro”, ele só deverá desejar um feliz Natal para os colegas da Secretaria de Finanças. Alexandre Ferreira não deu as caras.

PAÇOQUINHA
A Câmara fez sessão solene terça-feira para homenagear grupos de folia de reis, uma iniciativa do ex-vereador Nirley de Souza (DEM). Coube a Laércinho (PP) presidir o encontro marcado pela lei seca. Ao contrário da festa da Valéria, só tinha bolo de fubá e amendoim.

CONTINÊNCIA
Dando sequência à sequência de homenagens, a Câmara, ou pequena parte dela como vem acontecendo, se reunirá hoje à noite para um reconhecimento público a policiais militares que se destacam em suas atividades. Serão homenageados o capitão Cleotheos Sabino de Souza Filho, o sargento João Batista Cruz, o tenente Cláudio Ferreira da Silva, o sargento Cláudio Monteiro Braga, o capitão Luciano Fraga Maciel, o cabo Paulo de Faria Filho, o soldado Antônio Marcos e o major Paulo Eduardo Sigolo Juliani. Também haverá uma homenagem póstuma a Odmar Sartório, morto durante uma abordagem policial.

BRAQUIÁRIA
Não sei se é para facilitar a vida dos vereadores que têm o hábito de sair do plenário na hora de votações polêmicas, mas o jardim da Câmara está tomado pelo mato. Se fosse área da Prefeitura, teria muito político criticando. No banheiro destinado ao público, falta água. E faz tempo.

IGUAL MENINO
No começo do mês, Sidnei Rocha passou por uma bateria de exames por causa de problemas gástricos. Chegaram a circular, inclusive, boatos de que ele teria sofrido um enfarto, o que não aconteceu. O prefeito garantiu ontem que a saúde vai bem e que as visitas aos médicos não têm relação com as derrotas que vem sofrendo. “Foi uma coisa psicológica, mais um acúmulo de estresse do que de Câmara Municipal, viu.”

Edson Arantes
Jornalista – edson@comerciodafranca.com.br

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