O filme O gato de botas, ainda em cartaz na sala 2 do Franca Shopping, tem como personagem um felino poderoso que mais parece gente. Ele apareceu pela primeira vez num livro de histórias chamado Contos da Mamãe Gansa, do escritor francês Charles Perrault. O livro foi publicado em 1697 e Perrault, na verdade, não o criou, e sim reproduziu o que já era contado oralmente pela população. Fazia parte de um tipo de folclore.
Mas gato naquela época usava botas? Esta é uma pergunta que você pode estar fazendo enquanto lê este texto. Vamos responder. Não. Gato não usava nem nunca usou botas. O que aconteceu foi o seguinte: naquela época, só as pessoas importantes, ricas, de muitas posses, usavam botas. Ao criar o personagem, o povo, e depois Perrault, estava fazendo críticas aos que ficavam ricos enganando os outros. Mas o gato do filme é um pouquinho diferente ...
Outros gatos que foram criados por artistas são bastante conhecidos pelas crianças. Vamos lembrar alguns: Tom, que vive perseguindo Jerry e bagunça toda a casa ou todo lugar em que se encontra; Garfield, famoso nas tirinhas, que adora lasanha e tem horror às segundas-feiras, pois é muito preguiçoso; Manda-Chuva, que lidera a turma da rua onde mora; Félix, que tem uma bolsa mágica que usa para fazer truques; o gato de Alice ( no País das Maravilhas), que aparece e desaparece, às vezes deixando no ar um sorriso...
Os gatos são animais que convivem com os humanos há milênios. Menos domesticáveis e menos dóceis que os cães, eles foram considerados no antigo Egito seres divinos a quem os humanos deviam reverência. Era crime perseguir, ferir ou matar gatos. Também se condenava à morte os que tentavam contrabandear gatos levando-os para fora do Egito. Quando morriam, os gatos passavam pelo mesmo processo de mumificação dos humanos poderosos. Arqueólogos encontraram vestígios dessas múmias nas tumbas dos faraós.
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