No regime integral, os alunos permanecem na escola de sete a nove horas diárias, divididas em dois turnos (manhã e tarde). Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Educação, no primeiro período, os estudantes aprendem as disciplinas do currículo básico e no outro, após o almoço que é servido na própria escola, eles participam de oficinas curriculares como hora da leitura, experiências matemáticas, atividades artísticas, atividades esportivas e motoras e de informática educacional, saúde e qualidade de vida, orientações para o estudo e pesquisa e língua, entre outras atividades.
A implantação das Escolas de Tempo Integral (ETI) não é imposta e depende da adesão da comunidade escolar. “A opção pelo ensino integral deve partir dos pais e responsáveis, que veem na modalidade uma oportunidade para que os filhos fortaleçam o aprendizado por meio de atividades complementares”, afirma a assessoria. Além disso, o modelo ETI só é implantado se a escola tiver infraestrutura necessária.
A assessoria reforça que o número de classes nas cinco novas ETIs de Franca permanece o mesmo, agora todas concentradas no mesmo turno, com os respectivos professores. Já as oficinas serão ministradas por outros educadores.
O diretor Estadual da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Luiz Gonzaga José, explica que os professores que decidirem continuar nas novas ETIs terão de optar pela dedicação exclusiva. “Vão trabalhar apenas numa escola, com o número máximo de 26 aulas e carga horária de 40 horas por semana (o restante das horas será preenchido com outras atividades além das aulas). No entanto, vão receber um bônus de quase 50% no salário.”
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